quarta-feira, 9 de setembro de 2009

OS MITOS PELO OLHAR DA 6ª SÉRIE. APRECIE RELEITURAS!!!!








A BELA DA PRAIA


Contam alguns moradores de uma determinada ilha que quando estava para mudar o tempo, bem ao anoitecer, uma bela mulher, muito alta e com cabelos longos, loiros e cacheados. Nua em pelo, dança ao som do bater das ondas e é iluminada pelos relâmpagos. Seus lindos pés parecem não tocar o macio chão de areia, e sim, flutuar.
Conhecida como alamoa, que é o feminino de alemão, sua forma pode variar. Às vezes, é uma forma iluminada, às vezes, multicolorida. Atrai os homens e os seduz. Aqueles, que não resistem aos seus encantos, se transformam em um esqueleto.
Dizem alguns que ela é uma alma perdida que procura um forte homem que a ajude a desenterrar um tesouro.
Mora em uma pedra, em que, em algumas noites, abri uma porta toda iluminada, por onde ela atrai suas vítimas. Dizem alguns ainda que a beleza é apenas um disfarce, pois ela logo se transforma em um esqueleto com buracos no lugar dos olhos, e que os homens que lá entram nunca mais são vistos e seus gritos de horror ainda ressoam no local por vários dias.(VITÓRIA GUIMARÃES/ 6ª SÉRIE B)


UMA JOVEM TEIMOSIA


Um jovem chamado Faetonte não sabia quem era seu pai. Um dia sua mãe lhe disse que era o Sol, mas ele não acreditou, então foi até a morada do astro confirmar a resposta.
Chegando lá, o Faetonte explicou para o Sol o que sua mãe havia revelado. Não muito seguro, perguntou para o Sol se a revelação era verdadeira. E o astro, então, prometeu ao filho que realizaria qualquer desejo para que ele tivesse certeza do fato.
Faetonte então disse que desejava guiar o carro do Sol. O astro não gostou muito da idéia, e falou que não seria muito seguro o menino guiar o carro, pois, no caminho, ele encontraria muitos perigos, como os chifres da constelação de Touro, o arco de Sagitário, a boca do Leão, e também, os cavalos alados, que puxavam o carro, não seriam fáceis de domar, e eles soltam fogo pelo nariz e pela boca, por isso ele deveria ficar na mesma distância entre o Céu e a Terra, pois ambos devem receber a mesma quantidade de calor que os cavalos alados soltam pelas suas narinas, afinal, não é qual quer um que aguenta o calor do fogo, não é mesmo? “Até Zeus, o rei de todos os Deuses, não poderia guiar o carro, quem dirá um mortal como você?”
Mas o menino não quis ouvir seu pai, e insistiu no desejo. E como o pai havia prometido, não poderia voltar atrás, e foi obrigado a cumprir a vontade do menino.
Faetonte entra no carro de Sol, e percebe que não era capaz de guiá-lo. Mas já era tarde demais.
Os cavalos alados quase não sentiam força nas rédeas, e então começaram a correr a vontade, por caminhos que não eram permitidos, e o carro ia para cima e para baixo, desequilibrando o calor entre o Céu e a Terra. E então o solo se fende, as águas secam, o verde se queima. Pessoas viram cinza, cidades se destroçam. Dizem que foi naquela época, que os povos da África passaram a ter cor negra.
Até que a Terra levanta sua voz e diz para Zeus que não poderia suportar mais, e se deveria morrer pelo fogo, que ao menos fosse por meio do fogo do Deus dos Deuses.
Então, Zeus ouvindo o seu pedido lança um raio contra Faetonte. E ele cai do carro do Sol.
E finalmente, tudo aquilo acaba.
Ninfas recolheram o corpo de Faetonte e o sepultaram como epitáfios escreveram essas palavras: ‘’ - Aqui jaz Faetonte, cocheiro do carro paterno. Não conseguiu dirigi-lo, mas morreu num ato de grande ousadia.
O pai de Faetonte ficou desolado. Dizem o mesmo que durante um dia todo não houve sol sobre a Terra. ’’


DEIXANDO A MINHA PALAVRA...

Os mitos nasceram com o objetivo de explicar milhares de fenômenos existentes. Esse não é diferente. Mas há também uma lição: sempre devemos ouvir e abaixar a cabeça para os mais velhos, aqueles que nos guiam, orientam, pois, muitas vezes, são eles que têm razão.
E esse mito, portanto, nos mostra duas explicações: a primeira, é questão de onde surgiu a cor negra, e a segunda o porquê a existência do dia e da noite.

Depois gostaria de saber, professora, se você poderia me dizer o que você concluiu a respeito desse mito. Até mesmo por que é sempre interessante nós sabermos a opinião do outro sobre um mesmo assunto, não é? (GABRIELA PORFÍRIO/6ª SÉRIE C)



DEIXANDO UM POSSÍVEL OLHAR...

GABRIELA, qual seria o conselho do pai Hélios “considerado o Sol divinizado e era representado como um jovem coroado de raios solares. Hélio regia o ciclo das estações e a produtividade do solo antes de ser assimilado pelo deus Apolo. Da união de Hélio com Clímene nasceram Faetonte e as helíades (Mérope, Hélie, Febe, Etéria, Dioxipe e Lapécia”).
“O conselho final foi “Voa no meio e correrás seguro ”. “In medio est vistus”, a virtude está no meio, dizia um provérbio latino. Caminho do Meio é uma expressão usada desde os antigos, e sugere evitar caminhos extremos. Os gregos ensinavam a prudência e a moderação como um estado de espírito saudável (Sophrosyne). O oposto dessa virtude era o orgulho, a violência (hybris). Nada em excesso, recomendavam os mestres ao contar histórias de homens e heróis castigados pelos deuses por conta de seus excessos.
Assim foi com Faetonte, que não demorou a perder o controle. Os corcéis dispararam e logo alastrou um incêndio por florestas e cidades. A Terra, mãe de tudo pediu ajuda a Zeus, pai dos deuses e dos homens, que cuidava da ordem do mundo. Do alto do Olimpo, Zeus acertou Faetonte com seu raio. O jovem morreu no próprio fogo que provocara. O dolorido pai deixou por um dia a terra em trevas, iluminada apenas com o clarão das labaredas.
Entre as interpretações desse mito, muitos dizem que o erro de Faetonte foi não perceber sua força limitada. O filho mortal quis se igualar à divindade, se fazendo de deus. O excesso de vaidade de Faetonte fez dele sua própria vítima.”

3 comentários:

Mariana disse...

Gabi, parabéns pela sua paródia!
Nada de excessos! Sempre na média, muito bom, gostei! :D

eu te amo... disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
eu te amo... disse...
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