quarta-feira, 13 de outubro de 2010

TAREFAS E TEORIAS PARA 3ºs anos B e C 4º BIMESTRE 2010

ATIVIDADES ASSOCIADAS À PRODUÇÃO DE TEXTO ARGUMENTATIVO


Materializar com coerência um texto de sequência dissertativo-argumentativo, como, um artigo de opinião, exige, primeiramente (1),  respeito ao gênero e ao registro, ou melhor, atenção à função social/finalidade (persuadir o público-alvo quanto a uma situação/realidade); aos estágios (situação/contextualização; problema - O quê?, argumentos/provas e solução – Como?) e ainda(2) atenção ao registro: domínio do assunto; adequação da linguagem/no caso, padrão

Enfatizando, o aspecto “adequação da linguagem”, o texto se torna incoerente a partir do desajuste entre gênero e registro, no caso, o uso de verbos vicários, como, fazer, pôr, ser, estar, ter.

A seguir, as atividades propostas visam à substituição desses verbos por outros de significados mais específicos.

1.     Substitua o verbo “FAZER” nos enunciados a seguir.

a.     A árvore faz sombra na parede. ________________
b.    Onde meu irmão fez dez anos.__________________
c.      O governo vai fazer as escolas prometidas.____________
d.    Faz frio em Minas Gerais.____________________
e.      O ministério fez a carta em pedacinhos. _________________
f.      Ele se fez de bobo.___________________________
g.     Maria fez o jantar. _________________________
h.    A empregada fez a cama bem cedo. _______________
i.       Não devemos fazer mal a ninguém. _________________
j.        Fizemos seis pontos na loteca. ______________________
k.    Fez a barba de manhã. ________________
l.       O policial fez o assaltante recuar._____________________
m.  Ela fez fama entre os pintores._________________

2.     Substitua o verbo “PÔR” nos enunciados a segui , fazendo as modificações necessárias

a.     Deve se pôr um pouco mais de sal na comida.________________
b.    O médico lhe pôs uma sonda no ferimento._________________
c.      O sacerdote pôs a batina._______________
d.    Temos que pôr um anúncio no jornal. ________________
e.      Sobre esse tema, puseram um aviso no quadro. _____________
f.      Vamos pôr os quadros na parede. ________________
g.     Pôs as mãos nas costas da cadeira.___________________
h.    A assaltante se pôs atrás da porta. ________________
i.       Maria pôs a panela no fogo._____________________
j.       Não ponha essa palavra na frase. ________________
k.    Resolveu pôr o dinheiro no banco. ______________
l.       Pôs os livros no armário. ________________
m.  Os amigos sempre lhe põem a culpa. ______________
n.    Sua obra o pôs na Academia Brasileira de Letras. _____________
o.     O governo põe a economia em primeiro lugar. ____________

3.     Substitua o verbo “TER” nos enunciados a seguir, fazendo as adaptações  necessárias.
a.     Meu avô tem um sítio em São Paulo.___________
b.     Ontem à tarde, tinha um sujeito se afogando na lagoa. ___________
c.      O que ele tem? _________________
d.     Tenha a gentileza de entrar! ____________________
e.      Espero que tenhamos boas férias! ______________
f.       Os turistas tiveram momentos de angústia. ______________
g.     O jogo teve poucos assistentes.
h.     O porteiro tinha asma desde criança. __________________
i.       Cada pacote tinha apenas dez livros. _________________
j.       Tenho dez minutos para almoçar. ________________

Obs.: O substantivo “coisa” também é uma palavra vicária e já se tornou clichê abusivo nos discursos, não só do cotidiano.

4.     Substitua a palavra substantiva “coisa” nos enunciados a seguir por outra de valor mais especifico, fazendo as modificações necessárias.

a.     Não sei o que é esta coisa estranha grudada ao vidro. ______________
b.     Nesta bolsa vão as coisas necessárias para pesca. ______________
c.      Embriagar-se é uma coisa reprovável. __________________
d.     Tenho que comunicar a vocês uma coisa esplêndida. _______________
e.      Brigaram diante de todos, uma coisa desagradável. _________________
f.       Esfregar o chão é uma coisa chatíssima. __________________
g.     Não foi ao jogo por uma série de coisas. ___________________
h.     Trouxe da Itália muitas coisas para todos. ______________
i.       A humildade é coisa rara. _______________
j.       Entender a as sua letra não foi coisa fácil. ________________

5.     Os adjetivos “grande”  e “pequeno” são vicários, por isso substituem vários outros adjetivos de significado mais específicos.
Indique, então, outros adjetivos de significado equivalente.

a.     O grande Capistrano de Abreu declarava só ter entrado para a sociedade humana porque não fora previamente consultado. ______________
b.     Alma grande é aquela que percebe que o cachorro está com sede e lhe dá de beber. ____________________
c.      A ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que em breve daí pode resultar. ________________
d.     A amizade é um contrato pelo qual nos comprometemos a prestar pequenos serviços a alguém a fim de ele nos prestar grandes. _________________
e.      A amizade de um grande homem é um benefício dos deuses. ________________
f.       A amizade é um navio bastante grande para levar duas pessoas com tempo bom, mas só uma com tempo ruim. __________________
g.      Um ancião é uma grande árvore que, já não tendo nem frutos nem folhas, ainda está presa a terra. ____________________
h.      Os grandes artistas não têm pátria. _________________
i.       Então você é a mulher pequena que escreveu o livro “A cabana do Pai Tomás” que provocou esta guerra tão grande?
j.       Para se executarem grandes coisas, convém viver como se não se tivesse de morrer nunca. ________________
k.     Homens pequenos, muitas vezes, são discriminados.
l.       Trago de minha infância pequenas lembranças.
m.  Planejaram uma pequena viagem no final de semana.  
n.     País pequeno não é sinônimo de  pobreza.
o.     Pequena passagem
p.    Dia pequeno
q.     Corpo pequeno
r.      Folha pequena.

SITUAÇÕES DE LEITURA  DE TEXTO LITERÁRIO EM PROSA E EM VERSO 


LEITURA DE ROMANCES, CONTOS, POEMAS E DRAMAS (JÁ ESCOLHIDOS PELOS GRUPOS).  EM SEGUIDA,  DESENVOLVER A PROPOSTA ABAIXO:  
 
1. Após a leitura do romance escolhido, prepare um seminário sobre a obra com base nos aspectos a seguir:

1.     Análise do enredo
a.       Reconstituição da história (O que conta o romance/não pode ultrapassar 500 palavras em um único parágrafo).
b.      Começo e epílogo do romance (como se organiza o relato).
c.       Andamento da ação (Qual o ritmo do narrado: ações central e secundárias/conflito e clímax).
IMPORTANTE LEMBRAR QUE, EM UM ROMANCE, OS DRAMAS SÃO MÚLTIPLOS E DEVEM, DE ALGUMA FORMA, ESTAR LIGADOS AO CONFLITO CENTRAL, EM TORNO DO QUAL GRAVITAM, COMO SATÉLITES.
2.     Análise do espaço
a.      Onde ocorre o relato (espaço físico; cenário e espaço social).
b.      Que lugares são descritos e quais as locações privilegiadas no enredo).
c.       Há preocupação com a paisagem.
d.      Que ambientações predominam (externa e interna).

3.     Análise do tempo (cronológico ou linear, psicológico ou vertical e social)
a.       Quando se passa a história (Que tempo ela abrange. Os fatos temporais dizem respeito à cronologia histórica, desde o inicio da narração. O narrador usa o tempo disciplinarmente).
b.      É possível medir o lapso temporal (Quebras da sequência linear dos acontecimentos ou localização temporal/uso de “flashback”, cuja função é dar conta de fatos ocorridos anteriores ao acontecimento principal do relato e/ou há momento de comentários ou verticalidade).
c.       Trata-se de um romance de tempo cronológico ou tempo psicológico (Há algum uso especial do tempo psicológico. Que importância tem isso).
d.      Observa-se a presença do tempo social (tempo do contexto político-social-cultural/histórico).  

4.     Análise das personagens
a.       Quanto são as personagens.
b.      Quais as personagens principais (protagonistas/antagonista) e quais os secundários (coadjuvantes). São planas ao longo do período de relato (Estão sempre iguais, não surpreendem, estáticas e inalteráveis). Há personagens figurantes ou apenas nomeadas.
c.       De acordo com a profundidade, as personagens podem ser: planas ou bidimensionais ou esféricos ou tridimensionais (redondas). Surpreende o leitor, pois se aproxima do
d.      Faça uma análise das personagens principais (Com são quanto aos aspectos físicos e comportamentais. São analisadas psicologicamente. Que tipo de comportamento as personagens apresentam).
e.       Existe algum personagem-tipo/caricatural.

5.     Análise do foco narrativo
a.       Quem conta a história. Existe onisciência (o narrador conhece todos os pormenores e acompanha as personagens em todos os pensamentos. Acompanha tudo com se fosse um cameraman. Provoca a sensação de dirigir o leitor).
b.      Existe intromissão do narrador (Isso é importante dentro do enredo).
c.        Há mistura de focos narrativos.

6.     Análise da linguagem
a.       Qual o tipo de discurso/vozes predominante (Direto, indireto e/ou indireto livre).
b.      Existe descrição (Comentar).
c.       Como é a narração.
d.      Há dissertação.

7.     Comentário final
a.      Quais os tipos de níveis o romance oferece?
b.      Quais são os temas enfocados?
c.       Que tipo de mensagem foi transmitida?
d.      Que tipo de crítica social se teceu?

APÓS A EXPOSIÇÃO, É NECESSÁRIO ENTREGAR POR ESCRITO, NÃO SÓ ESSA ANÁLISE INTERPRETATIVA, COMO TAMBÉM UMA RESENHA.
2. ANALISAR POESIA/POEMA E ENTENDER MELHOR OS RECURSOS DI TEXTO POÉTICO

 Na poesia a linguagem é carregada de significados/de sentidos. “[...] apresenta imagens que precisam ser sentidas, e interpretadas. Não se pode ler um poema em sentido literal, apenas. Um texto poético tem muitas faces, muitas dimensões. Precisamos ir além do sentido denotativo, direto. O poema sugere muitos sentidos: a isso é dado o nome de plurissignificação ou polissemia.”

A poesia pode apresentar-se em composições muito variadas.

Adicionar legenda

Os antigos retóricos gregos dividiram-na em épica, lírica e dramática.
A poesia épica (poema narrativo) canta as façanhas de um herói ou de uma coletividade, tendo como estrutura às baladas ou cantos populares em que simbolizam as aspirações e conquistas de uma raça ou de um povo.
A lírica (poema breve e mais subjetivo), vem de lira, instrumento musical usado para acompanhar os cantos gregos. Isso ocorreu até o final da Idade Média, quando as poesias eram cantadas. Dizemos que uma poesia é lírica quando o poeta nos passa uma emoção, um estado, centrando-se no seu interior uma forte carga subjetiva.
A dramática (própria das peças de teatro), que há muito tempo foram escritas em verso, as paixões humanas constituem sua fonte de inspiração e costumam ser expressas na forma de diálogos e monólogos.








"A poesia enfrentou diversas alterações formais no romper de muitos séculos, adequando-se, no entanto, a cada estilo e época dos poetas que a experimentaram. Ninguém chegou a ponto de romper a sua subjetividade. E por falar em subjetividade, toda linguagem carregada de significado é literatura."


Ao analisar poemas, deve-se atentar para os seguintes aspectos:



Estrutura externa


Estrutura interna


Linguagem poética



Estrutura externa:

Saber o contexto de produção do poema (autor, quando e em que situação foi escrito, público a que se dirige, vozes assumidas pelo autor/papel social);






Análisar métrica do poema, incluindo comentário sobre os aspectos métricos: tamanho dos versos, pausas, acentos, rimas e estrofes. (alguns poemas não apresentam uma métrica tradicional, mas verso livre e brancos);


Indicar o nome, classificação e origem do verso, (exemplo: o verso alexandrino é um verso de arte maior, composto por versos pentassílabos ou heptassílabos, de origem medieval);


Fazer alusão aos ritmos presentes no poema, a rima, aspecto formal importante e o tipo e o esquema rimático;


Comentar sobre as estrofes (formulação tradicional frequentes composições de formas fixas: sonetos, já no Modernismo, esquemas métricos sem esquema fixo, para a livre criação ao poeta).


Estrutura interna:

Analisar as partes em que se dividir o conteúdo do poema, adiantando, em parte, o significado do poema. Relaciona-se, por vezes, à estrutura externa. Muitas vezes são os recursos próprios da linguagem poética os facilitadores da divisão do poema como se segui.



Linguagem poética:



Dizer que o poema apresenta muitas metáforas, repetições, ou aliterações exige procurar o valor poético no poema do uso desses recursos. Deve-se sempre referir o valor expressivo das figuras de estilo e o valor expressivo que apresentam os materiais linguísticos ( palavras). Esses dois aspectos são importantes no entendimento do texto.




1. Fonologia.

O principal recurso fonológico que apresenta o texto já foi abordado na estrutura externa, pois todos os elementos métricos são fonológicos.


A aliteração, muito presente em muitos poemas pode apresentar valores expressivos importantes conforme os sons que se repetem.


 2. Morfologia

A Língua oferece múltiplas possibilidades expressivas, apresento algumas mais significativas:


a. O substantivo: os valores do substantivo radicam mais do seu significado do que do seu aspecto morfológico. Talvez que o único aspecto morfológico que interessa mais é a presença de morfemas apreciativos- diminutivos, aumentativos e depreciativos. Em todos eles são os valores afetivos que se sobrepõem aos verdadeiramente denotativos. O poeta não aumenta ou diminui magnitudes, apenas manifesta a sua subjetividade face às realidades que alude o substantivo.


b. O adjetivo: Deve ser tido em conta pois as suas possibilidades são muito variadas. Aumentam segundo a sua função e frequência: desde o adjetivo com função de atributo aos adjetivos epítetos à volta do nome. A sua colocação face ao nome também é muito variável: por exemplo, os adjetivos valorativos normalmente antepõem-se enquanto os objetivos se pospõem.


c. O verbo: Os valores modais, aspectais e temporais que o verbo oferece são muito usados por muitos poetas.


d. Determinantes e pronomes: normalmente unem-se ao verbo para mostrar as pessoas gramaticais.




3. Sintaxe

Os recursos sintáticos mais frequentes são: paralelismo, repetição, hipérbato, assíndeto e polissíndeto.


4. Semântica

A maior complexidade dos textos poéticos radica do predomínio dos valores conotativos frente aos denotativos. Podem remeter para determinados temas constantes em cada poeta.


5. As figuras literárias presentes no plano semântico são numerosas



a. Figuras de pensamento


Personificação/prosopopeia


antítese ( contraste de ideias)


Hipérbole


b. Tropos


Metáfora


Sinestesia


Comparação


Metonímia


Sinédoque


Concluindo: Comentar um texto é verificar o que o autor disse e como o transmitiu, relacionando ambos os conceitos; é observar as conotações e os sentidos implícitos, interligando-os com as ideias explícitas; é um momento em que o leitor estabelece afinidade com o texto que lê, expondo a sua sensibilidade estética, articulando aquilo que o autor disse, o modo como o fez, com a sua subjetividade de quem analisa e comenta.

11 comentários:

Ariane disse...

Professora, as perguntas da tarefa eu respondi no caderno de tarefa, porem se precisar entregar em folha separada é só avisar que eu passo.

Beijos
Ariane C Gregório
3EMC

Natalia C. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gabriel Franceschini disse...

Espero que não tenha feito errado nos exercicios de substituição, em imprimir e substituir de caneta.

Obrigado.

Antonio Gabriel
3° C

leonardo disse...

São exercícios como esse que me fazem ter mais e mais vontade de aumentar meu vocabulário e minha capacidade de querer falar e escrever melhor.

Leonardo Henrique 3ºEMC

Paulo Victor disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulo Victor disse...

Esses exercícios não são difíceis, apenas é preciso um pouco de calma para fazê-los.

PAULO VICTOR N25 3º-EMB

ruan disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ruan disse...

É sempre bom lembrar que esses exercicios faz com que abra um leque de opções na hora de escrever um artigo de opinião ao empregar um determinado verbo .
Marcos Ruan nº 20 3º EMB

Marcelo Luis disse...

Esses exercicios sao ótimos para aumentar nosso vocabulario , para que nao usemos mais as palavras vicárias.
marcelo Luis nº18 3ºEMB

Palavras ao vento (...) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Palavras ao vento (...) disse...

Esses exercícios nos mostra que se é capaz sim de trocarmos os verbos fazer, pôr, ser, estar e ter. Porque nos acostumamos a usá-los sem a "preocupação de adequar a linguagem".

Renata Lopes
3°EMB