terça-feira, 1 de março de 2011

RECADOS DE MARÇO 2011 PARA O 3°s ANOS DO JC

PARTICIPE DOS JOGOS!!!!! VÁ ESTES SITES...
(Nestas páginas está disponível um conjunto de jogos, para aprender português de forma lúdica. Os jogos estão organizados em graus de dificuldade, o que permite a cada visitante escolher aqueles que melhor se adequam às suas competências atuais e avançar à medida que for evoluindo).



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APÓS A LEITURA DE VIDAS SECAS, DE GRACILIANO RAMOS...













DESENVOLVA ESTAS ATIVIDADES:  

1.Estude a proposta de análise do site  http://www.mundocultural.com.br/analise/vidas_secas_g-ramos.pdf  (se houver dúvidas, deixe em "Comentários").

2. Leia a entrevista Prof. Roberto Sarmento fala sobre a obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos

Roberto Sarmento Lima possui graduação em Letras pela Universidade Federal de Alagoas (1978), mestrado em Letras pela Universidade Federal de Alagoas (1992) e doutorado em Literatura Brasileira pela Universidade Federal de Alagoas (1998). Atualmente é professor associado 2 da Universidade Federal de Alagoas, onde ensina desde 1978. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira, atuando principalmente nos seguintes temas: narrativa, discurso, modernidade, poesia e linguagem. É coordenador o grupo de pesquisas Estudos Vieirianos.

Em entrevista a Leonardo Campos*, o prof. Roberto Sarmento nos fala sobre a obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Leia a seguir.

Leonardo Campos – Vidas Secas, de Graciliano Ramos, é um romance constante nas listas de vestibulares de todo o país. O que você acha disso? Seria o romance o modelo principal dessa visão do Nordeste?

Roberto Sarmento – Creio que a permanência ou a reincidência de um romance como Vidas secas em concursos, exames vestibulares e outras modalidades de seleção se devam a dois fatores, intimamente conexos. Primeiro, a comunicação direta que Graciliano Ramos estabelece com o leitor de qualquer época, com sua linguagem precisa e ao mesmo tempo envolvente, poética, sobre assunto considerado tão atual — senão a seca do Nordeste, ao menos a miséria em que vivem certas parcelas da população em alguns locais do planeta, não só do Brasil. Segundo, o interesse crítico continuamente despertado por essa obra, indo da leitura mais vinculada às posições da esquerda até chegar mesmo a uma visão neoliberalizante do problema. Com isso quero dizer que, utopias à parte, pode-se não ver saída, a não ser do ponto de vista do imaginário (a única saída permitida a tais personagens), para aquela família de retirantes, em uma existência francamente hostil, que recebe, no entanto, a simpatia de um narrador complacente, que, ainda assim, não abdica da visão de um sujeito que nunca teve de passar por aquela situação e por isso resguarda sua superioridade interpretativa.

LC – Graciliano Ramos se diferencia dos demais regionalistas por ser mais conciso, mais direto, aderindo menos às prolixidades de, digamos, José Lins do Rego. Concorda?

RS – Não creio que a diferença de Graciliano Ramos em relação a outros escritores da mesma época se prenda a uma capacidade maior ou menor de estender o tamanho da frase ou de evitar prolixidades, como você coloca. A diferença fundamental que vejo tem implicações com o estilo individual desse autor. Graciliano — mesmo falando do Nordeste e de situações locais e universais de opressão, retratando, como se diz vulgarmente por aí, a vida como ela é — envereda por discussões mais amplas tais como a própria construção estética, o papel da representação na literatura, o poder da metonímia e da metáfora em um texto literário, sua adequação e validade epistêmico-estilística. Isto é, em meio a enunciados claros sobre a vida oprimida e carente de soluções práticas, Graciliano Ramos é, acima de tudo, um pensador. Um pensador sobre estética, uma verdadeira fonte de sinais da compreensão da literatura na contemporaneidade. Isso eu não vejo, perdoem-me se eu estiver errado, nos outros autores do período. Pelo menos, com a intensidade e responsabilidade com que Graciliano pensou esses fatores da fatura estética.

LC – O que o senhor diria do romance Angústia, que representa uma forte carga psicológica e complexidade do autor, por muito tempo foi considerado como obra inferior ao que o escritor havia publicado?

RS – Graciliano Ramos, com charme, dizia que Angústia era um romance cheio de defeitos, de gordura a ser cortada e que não era, por isso tudo, um bom texto. Não sei se ele dizia isso com sinceridade. Finge-se sempre em arte, dentro da obra e fora dela também. Nunca saberemos a verdade sobre tal depoimento. Nem interessa isso ao crítico. Como crítico, pois, digo que Angústia é obra fundamental no conjunto dos textos de Graciliano e no conjunto da literatura brasileira de um modo geral. Um livro em que tempos narrativos se cruzam, mediados pela presença abundante de elementos ligados à água (a água que faz nascer, a água que mata e afoga). Vi tal simbologia e a estudei em um ensaio chamado "Angústia: um romance molhado", publicado em 2006, por ocasião da comemoração dos setenta anos de publicado. A água que falta em Vidas secas sobra em Angústia, romance urbano, cujo foco é uma personalidade torturada, a de Luís da Silva, que se movia ininterruptamente entre a lembrança do poço em que era mergulhado brutalmente pelo pai, e o quintal da casa de Maceió, onde se sentia melhor; entre a chuvinha fina que caía, a lama nas ruas, e a visão recorrente do homem que enchia de água as garrafas e a mulher que lavava as dornas; entre a água da lembrança da infância e a água que corria pelo cano do banheiro em que Marina tomava banho. Enfim, misturavam-se dor e sexo, tortura e desejo. A complexidade da trama fez aparecer tais ambiguidades e tais gorduras, como disse o próprio Graciliano; e, nesse sentido, não vejo por que cortar alguma coisa nesse romance. Não, não, decidamente não é uma obra inferior a nenhuma outra de Graciliano.

LC – O que acha da tradução intersemiótica de Vidas Secas?

RS – Como acontece com qualquer obra que passe por isso — tradução intersemiótica —, há perdas enormes e ganhos também. São realidades sígnicas diferentes demais, embora pareçam ao olhar do cidadão comum a mesma coisa. Mas não são. Como o cinema vai captar momentos da trama do romance que só podem ser sentidas pela palavra? No cinema ou na televisão, fica-se em geral com a fábula, como diz Tomachevski referindo-se à história que se conta, mas não se consegue traduzir, por mais competente que seja o diretor do filme ou da minissérie, a riqueza fundamental do livro, já que eu entendo que uma imagem não vale mil palavras. Cada coisa no seu lugar.

LC – Falando de cinema... você concorda que haja relação coerente entre "O Caminho das Nuvens", de Vicente Amorim, com "Vidas Secas", de Nelson Pereira dos Santos?

RS – Assisti a esse filme, "O caminho das nuvens", e, sinceramente, não vejo ali, até agora, uma possível evocação de "Vidas secas", nem o romance de Graciliano Ramos nem o filme dirigido por Nelson Pereira dos Santos. Trata-se de um filme em que um marido oportunista submete a família a certos vexames para não ter de trabalhar, uma família que foge (estes, sim, fugiram para o Sudeste) e que, ao final, mantém, sem sonhos, o cinismo anterior. Que semelhança pode haver com Vidas secas? Se o título do filme quis sugerir libertação, com a palavra “nuvens” no meio, só posso entender isso como ironia. Note-se que Graciliano jamais poria no título umas “nuvens” dessas, por extremo senso de realidade e de observação meticulosa da realidade que sempre o caracterizaram. Por isso sustento, como afirmei na primeira questão, que a sequidão do título Vidas secas se manteve do começo ao fim da narrativa. Por isso também é que os desejos de Fabiano e Sinha Vitória se expressam, na fala do narrador, por meio do futuro do pretérito, tal o respeito que o autor tinha pela realidade. Nem a ficção consegue subverter tal realidade. Lembro-me agora de Antonio Candido, que, em A personagem de ficção, afirmou que a literatura é mesmo muito tímida em relação à realidade que se toma por foco. Nesta acontecem coisas que Deus duvida. Na literatura, menos.

LC – Poderia comentar em poucas linhas a sua visão sobre Graciliano adaptado (cinema)?

RS – Como disse antes em relação à tradução intersemiótica da literatura pelo cinema, creio que Nelson Pereira dos Santos conseguiu bons resultados, tanto em "Vidas secas" quanto em "Memórias do cárcere". Resultados parciais, mas bons; no entanto, não chegam à altura dos livros transformados em filmes. Só tenho medo de que os alunos do ensino médio pensem que, assistindo a esses filmes, se sintam desobrigados de ler as obras. Assim, a prevalecer essa ideia, o cinema estaria promovendo um desserviço à literatura. E, na condição de filmes, eles têm de ser entendidos como filmes mesmo, dentro de uma avaliação teórico-crítica pertinente, sem deixar que o exame comparativo leve às conclusões por mim assumidas aqui.

LC – Certa vez escutei que, assim como o livro A Hora da estrela, de Clarice Lispector, o romance Vidas Secas seria uma obra que permitiria ligação mais coerente que tantos outros com outras linguagens, como a dança, cinema, pintura, teatro, novelas. O que o senhor diria disso?

TA – Não saberia dizer isso com tanta certeza, já que nunca fiz tal reflexão. Mas, assim por cima, posso dizer que a literatura está aí, disponível a qualquer tradução intersemiótica. O romance Oliver Twist, de Charles Dickens, já passou por duas adaptações para o cinema, com música e dança. Dickens, se vivo, aprovaria ou acharia legal o que foi feito com seu livro? Quem vai saber? Uma vez publicada, qualquer obra pode ser qualquer coisa. Por isso não vejo em que A hora da estrela ou Vidas secas, nesse sentido de adaptação a outras linguagens e artes, sejam melhores do que, por exemplo, Mar morto, de Jorge Amado, que, por artes do demônio, também pode virar, digamos, um musical. Tudo é possível. Depois então é que poderemos avaliar se deu certo tal aventura.

*Graduando em Letras Vernáculas com Habilitação em Língua Estrangeira Moderna - Inglês - UFBA/Membro do grupo de pesquisas “Da invenção à reivenção do Nordeste” – Letras – UFBA/ Pesquisador na área de cinema, literatura e cultura




VAMOS VER SE ESTÁ BOM MESMO NO ASSUNTO

1. (FUVEST) Leia o trecho para responder ao teste.

"Fizeram alto. E Fabiano depôs no chão parte da carga, olhou o céu, as mãos em pala na testa. Arrastara-se até ali na incerteza de que aquilo fosse realmente mudança. Retardara-se e repreendera os meninos, que se adiantavam, aconselhara-os a poupar forças. A verdade é que não queria afastar-se da fazenda. A viagem parecia-lhe sem jeito, nem acreditava nela. Preparara-a lentamente, adiara-a, tornara a prepará-la, e só se resolvera a partir quando estava definitivamente perdido. Podia continuar a viver num cemitério? Nada o prendia àquela terra dura, acharia um lugar menos seco para enterrar-se. Era o que Fabiano dizia, pensando em coisas alheias: o chiqueiro e o curral, que precisavam conserto, o cavalo de fábrica, bom companheiro, a égua alazã, as catingueiras, as panelas de losna, as pedras da cozinha, a cama de varas. E os pés dele esmoreciam, as alpercatas calavam-se na escuridão. Seria necessário largar tudo? As alpercatas chiavam de novo no caminho coberto de seixos." (Vidas secas, Graciliano Ramos)

Assinale a alternativa incorreta:

 a) O trecho pode ser compreendido como suspensão temporária da dinâmica narrativa, apresentando uma cena "congelada", que permite focalizar a dimensão psicológica da personagem.

b) Pertencendo ao último capítulo da obra, o trecho faz referência tanto às conquistas recentes de Fabiano, quanto à desilusão do personagem ao perceber que todo seu esforço fora em vão.

c) A resistência de Fabiano em abandonar a fazenda deve-se à sua incapacidade de articular logicamente o pensamento e, portanto, de perceber a gradual mas inevitável chegada da seca.

d) A expressão "coisas alheias" reforça a crítica, presente em toda obra, à marginalização social por meio da exclusão econômica.

e) As referências a "enterro" e "cemitério" radicalizam a caracterização das "vidas secas" do sertão nordestino, uma vez que limitam as perspectivas do sertanejo pobre à luta contra a morte.


2. (FUVEST) Um escritor classificou Vidas secas como “romance desmontável”, tendo em vista sua composição descontínua, feita de episódios relativamente independentes e seqüências parcialmente truncadas.

Essas características da composição do livro:

a) constituem um traço de estilo típico dos romances de Graciliano Ramos e do Regionalismo

nordestino.

b) indicam que ele pertence à fase inicial de Graciliano Ramos, quando este ainda seguia os ditames do primeiro momento do Modernismo.

c) diminuem o seu alcance expressivo, na medida em que dificultam uma visão adequada da realidade sertaneja.

d) revelam, nele, a influência da prosa seca e lacônica de Euclides da Cunha, em Os sertões.

e) relacionam-se à visão limitada e fragmentária que as próprias personagens têm do mundo.


3. (PUC-SP) O mulungu do bebedouro cobria-se de arribações. Mau sinal, provavelmente o sertão ia pegar fogo. Vinham em bandos, arranchavam-se nas árvores da beira do rio, descansavam, bebiam e, como em redor não havia comida, seguiam viagem para o Sul. O casal agoniado sonhava desgraças. O sol chupava os poços, e aquelas excomungadas levavam o resto da água, queriam matar o gado. (…) Alguns dias antes estava sossegado, preparando látegos, consertando cercas. De repente, um risco no céu, outros riscos, milhares de riscos juntos, nuvens, o medonho rumor de asas a anunciar destruição. Ele já andava meio desconfiado vendo as fontes minguarem. E olhava com desgosto a brancura das manhãs longas e a vermelhidão sinistra das tardes. (…)

O trecho acima é de Vidas Secas, obra de Graciliano Ramos. Dele, é incorreto afirmar-se que:

a) prenuncia nova seca e relata a luta incessante que os animais e o homem travam na constante defesa da sobrevivência.

b) marca-se por fatalismo exagerado, em expressão como “o sertão ia pegar fogo”, que impede a manifestação poética da linguagem.

c) atinge um estado de poesia, ao pintar com imagens visuais, em jogo forte de cores, o quadro da penúria da seca.

d) explora a gradação, como recurso estilístico, para anunciar a passagem das aves a caminho do Sul.

e) confirma, no deslocamento das aves, a desconfiança iminente da tragédia, indiciada pela “brancura das manhãs longas e a vermelhidão sinistra das tardes”.


4. (UFLA) Sobre a obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, todas as alternativas estão corretas, EXCETO:

a) O romance focaliza uma família de retirantes, que vive numa espécie de mudez introspectiva, em precárias condições físicas e num degradante estado de condição humana.

b) O relato dos fatos e a análise psicológica dos personagens articulam-se com grande coesão ao longo da obra, colocando o narrador como decifrador dos comportamentos animalescos dos personagens.

c) O ambiente seco e retorcido da caatinga é como um personagem presente em todos os momentos, agindo de forma contínua sobre os seres vivos.

d) A narrativa faz-se em capítulos curtos, quase totalmente independentes e sem ligação cronológica e o narrador é incisivo, direto, coerente com a realidade que fixou.

e) O narrador preocupa-se exclusivamente com a tragédia natural (a seca) e a descrição do espaço não é minuciosa; pelo contrário, revela o espírito de síntese do autor.


5. (UEL) O texto abaixo apresenta uma passagem do romance Vidas secas, de Graciliano Ramos, em que Fabiano é focalizado em um momento de preocupação com sua situação econômica. Escrito em 1938, esta obra insere-se num momento em que a literatura brasileira centrava seus temas em questões de natureza social.

"Se pudesse economizar durante alguns meses, levantaria a cabeça. Forjara planos. Tolice, quem é do chão não se trepa. Consumidos os legumes, roídas as espigas de milho, recorria à gaveta do amo, cedia por preço baixo o produto das sortes. Resmungava, rezingava, numa aflição, tentando espichar os recursos minguados, engasgava-se, engolia em seco." (In: RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 55. ed. Rio de Janeiro: Record, 1991.)

Sobre este trecho do romance, somente está INCORRETO o que se afirma na alternativa:

a) Este trecho resume a situação de permanente pobreza de Fabiano e revela-se como uma crítica à economia brasileira e às relações de trabalho que vigoravam no sertão nordestino no momento em que a obra foi criada. Isso pode ser confirmado pelas orações: "... Consumidos os legumes, roídas as espigas de milho, recorria à gaveta do amo, cedia por preço baixo o produto das sortes...."

b) A oração: "Se pudesse economizar durante alguns meses, levantaria a cabeça" tanto pode ser o discurso do narrador que revela o pensamento de Fabiano, quanto pode ser o próprio pensamento dessa personagem. Esse modo de narrar também ocorre com as demais personagens do romance.

c) A oração: "... Resmungava, rezingava, numa aflição, tentando espichar os recursos minguados, engasgava-se, engolia em seco" indica a voz do narrador em terceira pessoa, ao mostrar o estado de agonia em que se encontra a personagem.

d) A expressão “Forjara planos”, típica da linguagem culta, é seguida no texto por um provérbio popular: “quem é do chão não se trepa”. Essa mudança de registro lingüístico é reveladora do método narrativo de Vidas secas, que subordina a voz das classes populares à da elite.

e) O texto tem início com a esperança de Fabiano de mudanças em sua situação econômica; a seguir, passa a focalizar a realidade de pobreza em que a personagem se encontra, e finaliza com sua revolta e angústia diante da condição de empregado, sempre em dívida com o patrão.

6. (ACAFE / SC) A vida na fazenda se tornara difícil. Sinha Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a catinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul, as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre.

De acordo com o fragmento acima, é incorreto o que se afirma em:

a) Tanto Sinha Vitória quanto Fabiano tinham fé na providência divina.

b) O enfoque é narrativo.

c) O que se relata ao longo do parágrafo tem o objetivo de confirmar a afirmação da primeira frase.

d) Há evidências de que Sinha Vitória e Fabiano estão fragilizados, pois ela "benzia-se tremendo" e ele estava "encolhido na banco do copiar".

e) O tema predominante é a indagação metafísica sobre a existência (inexistência) de Deus.


7. (ACAFE / SC) Baleia queria dormir. Acordaria feliz num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes. (Graciliano Ramos)
Sobre o texto acima, é correto afirmar que:

a) há marcas próprias do chamado discurso direto através do qual são reproduzidas as falas das personagens.

b) o narrador é observador, pois conta a história de fora dela, na terceira pessoa, sem participar das ações, como quem observou objetivamente os acontecimentos.

c) quem conta a história é uma das personagens, que tem uma relação íntima com as outras personagens, e, por isso, a maneira de contar é fortemente marcada por características subjetivas, emocionais.

d) evidencia-se um conflito entre a protagonista Baleia e o antagonista Fabiano, pois este impede que a cadela possa caçar os preás.

e) o narrador é onisciente, isto é, geralmente ele narra a história na terceira pessoa, sabe tudo sobre o enredo e sobre as personagens, inclusive sobre suas emoções, pensamentos mais íntimos, às vezes, até dimensões inconscientes.

8. (ACAFE / SC) Sobre a obra Vidas secas, é correto afirmar que:

a) a preocupação com a fidedignidade histórica e com o tom épico atenua o sentimento dramático da vida, habitualmente presente nos poemas do autor.

b) apresenta temática indianista, a exemplo do que fizera Gonçalves Dias em Os timbiras e Canção do tamoio.

c) as personagens humanas, em razão da seca, da fome, da miséria e das injustiças sociais, animalizam-se; em contrapartida, os bichos humanizam-se.

d) Chico Bento, antes da seca, não era vagabundo, nem bandido; era um trabalhador rural. e) narra a história de um burguês, Paulo Honório, que passara da condição de caixeiro-viajante e guia de cego à de rico proprietário de uma fazenda. Para atingir seus objetivos, o protagonista elimina todos os empecilhos que se colocam à sua frente, inclusive pessoas.

9. (ACAFE / SC) Analise as afirmações abaixo.

(I) "Será um romance? É antes uma série de quadros, de gravuras em madeira, talhadas com precisão e firmeza."

(II) "Construído como uma longa narrativa oral, o romance tem como personagem-narrador Riobaldo, um velho fazendeiro, que já foi homem de letras e de armas e que vive às margens do rio São Francisco."

(III) "Com a análise psicológica do universo mental das personagens, que expõe por meio do discurso indireto livre, o narrador nos vai decifrando a sua humanidade embotada, confundida com a paisagem áspera do sertão, neste romance que transcende o regionalismo e seu contexto específico."

(IV) "Emprestando dinheiro a juros, negociando de arma engatilhada no sertão, passando fome e sede, [o protagonista] consegue acumular algum capital e com ele volta para a sua terra, no município de Viçosa, Alagoas, onde ficava a propriedade."

(V) "O tema do poema é o itinerário do retirante nordestino, que parte do sertão paraibano em direção ao litoral, em busca de sobrevivência, devido à seca e às precárias, senão insustentáveis, condições de vida da maioria da população.

Todas as afirmações que se referem à obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, estão relacionadas em:

a) I - III

b) II - IV - V

c) III - V

d) II - III - IV

e) I - II - IV


10. (UNIARAXÁ) Leia o fragmento abaixo transcrito da obra Vidas Secas e responda a questão a seguir.

Vivia longe dos homens, só se dava bem com animais. Os seus pés duros quebravam espinhos e não sentiam a quentura da terra. Montado confundia-se com o cavalo, grudava-se a ele. E falava uma linguagem cantada, monossilábica e gutural, que o companheiro entendia. A pé, não se agüentava bem. Pendia para um lado, para o outro lado, cambaio, torto e feio. Às vezes, utilizava nas relações com as pessoas a mesma língua com que se dirigia aos brutos – exclamações, onomatopéias. Na verdade falava pouco. Admira as palavras compridas e difíceis da gente da cidade, tentava reproduzir algumas em vão, mas sabia que elas eram inúteis e talvez perigosas. (Graciliano Ramos)

O texto, no seu conjunto, enfatiza:

(A) A pobreza física do personagem.

(B) A falta de escolaridade do personagem.

(C) A miséria moral do personagem.

(D) A identificação do personagem com o mundo animal.

(E) nda

11. (UNIARAXÁ) Leia o fragmento abaixo transcrito da obra Vidas Secas e responda a questão a seguir.
Vivia longe dos homens, só se dava bem com animais. Os seus pés duros quebravam espinhos e não sentiam a quentura da terra. Montado confundia-se com o cavalo, grudava-se a ele. E falava uma linguagem cantada, monossilábica e gutural, que o companheiro entendia. A pé, não se agüentava bem. Pendia para um lado, para o outro lado, cambaio, torto e feio. Às vezes, utilizava nas relações com as pessoas a mesma língua com que se dirigia aos brutos – exclamações, onomatopéias. Na verdade falava pouco. Admira as palavras compridas e difíceis da gente da cidade, tentava reproduzir algumas em vão, mas sabia que elas eram inúteis e talvez perigosas. (Graciliano Ramos)

No texto, a referência aos pés:

(A) Constitui um jogo de contrastes entre o mundo cultural e o mundo físico do personagem.

(B) Acentua a rudeza do personagem, em nível físico.

(C) Justifica-se como preparação para o fato de que o personagem não estava preparado para caminhada.

(D) Serve para demonstrar a capacidade de pensar do personagem.

(E) nda

12. (IELUSC) Texto para a próxima questão.

Tinham deixado os caminhos, cheios de espinho e seixos, fazia horas que pisavam a margem do rio, a lama seca e rachada que escaldava os pés. [...]

[Sinhá Vitória] distraiu-se olhando os xiquexiques e os mandacarus que avultavam na campina. Um mormaço levanta-se da terra queimada.

Estremeceu, lembrando-se da seca, o rosto moreno desbotou, os olhos pretos arregalaram-se... (Graciliano Ramos)

O texto é um trecho da obra de Vidas Secas (1938), que sobre a qual é INCORRETO afirmar que:

a) Apesar de as personagens da história viverem no sertão nordestino, boa parte da trama se passa em São Paulo, que é o destino da maioria dos retirantes.

b) Focaliza uma família de retirantes que vive numa espécie de mudez introspectiva, em precárias condições físicas e num estado degradante de condição humana.

c) O autor descreve a realidade a partir da visão amarga do sertanejo, associando a psicologia das personagens com as condições naturais e sociais em que estão inseridas.

d) É um “romance desmontável”, tendo em vista sua composição descontínua, feita de episódios relativamente independentes e seqüências parcialmente truncadas.

e) Algumas das personagens são: Sinhá Vitória, Fabiano, Baleia e o Soldado Amarelo.

13. (FAPA) Leia o texto abaixo, de Vidas Secas, de Graciliano Ramos:

“Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e faminhos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos da catinga rala.”

Considere as afirmações abaixo a respeito do romance Vidas Secas:

I - O fragmento - parágrafo inicial do romance – apresenta o cenário da seca, que obriga uma família pobre do sertão a vagar triste e resignadamente em busca de um lugar onde possa sobreviver.

II - Como um típico Romance de 30, Vidas Secas aborda a estrutura econômica, social e histórica do Brasil daquela década, fazendo com que aspectos documentais estejam presentes na tessitura narrativa.

III - O mundo injusto e opressivo retratado em Vidas Secas é decorrente do latifúndio nordestino, responsável pela desigualdade social.
Quais são corretas?

(A) Apenas I

(B) Apenas I e II

(C) Apenas I e III

(D) Apenas II e III

(E) I, II e III

14. (UFBA) Os meninos sumiam-se numa curva do caminho. Fabiano adiantou-se para alcançá-los. Era preciso aproveitar a disposição deles, deixar que andassem à vontade. Sinha Vitória acompanhou o marido, chegou-se aos filhos. Dobrando o cotovelo da estrada, Fabiano sentia distanciar-se um pouco dos lugares onde tinha vivido alguns anos; o patrão, o soldado amarelo e a cachorra Baleia esmoreceram no seu espírito.

E a conversa recomeçou. Agora Fabiano estava meio otimista. Endireitou o saco da comida, examinou o rosto carnudo e as pernas grossas da mulher. Bem. Desejou fumar. Como segurava a boca do saco e a coronha da espingarda, não pôde realizar o desejo. Temeu arriar, não prosseguir na caminhada. Continuou a tagarelar, agitando a cabeça para afugentar uma nuvem que, vista de perto, escondia o patrão, o soldado amarelo e a cachorra Baleia. Os pés calosos, duros como cascos, metidos em alpercatas novas, caminhariam meses. Ou não caminhariam? Sinha Vitória achou que sim. [...] Por que haveriam de ser sempre desgraçados, fugindo no mato como bichos?

Com certeza existiam no mundo coisas extraordinárias. Podiam viver escondidos, como bichos?

Fabiano respondeu que não podiam.

–– O mundo é grande.

Realmente para eles era bem pequeno, mas afirmavam que era grande –– e marchavam, meio confiados, meio inquietos. Olharam os meninos que olhavam os montes distantes, onde havia seres misteriosos. Em que estariam pensando? zumbiu sinha Vitória. Fabiano estranhou a pergunta e rosnou uma objeção. Menino é bicho miúdo, não pensa. Mas sinha Vitória renovou a pergunta –– e a certeza do marido abalou-se. Ela devia ter razão. Tinha sempre razão. Agora desejava saber que iriam fazer os filhos quando crescessem.

–– Vaquejar, opinou Fabiano.

Sinha Vitória, com uma careta enjoada, balançou a cabeça negativamente, arriscando-se a derrubar o baú de folha. Nossa Senhora os livrasse de semelhante desgraça. Vaquejar, que idéia!

Chegariam a uma terra distante, esqueceriam a catinga onde havia montes baixos, cascalhos, rios secos, espinhos, urubus, bichos morrendo, gente morrendo. Não voltariam nunca mais, resistiriam à saudade que ataca os sertanejos na mata. Então eles eram bois para morrer tristes por falta de espinhos? Fixar-se-iam muito longe, adotariam costumes diferentes. (RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 71. ed. Rio de Janeiro: Record, 1996. p. 120-122.)

A análise do fragmento, contextualizado no romance Vidas Secas, permite afirmar:

(01) Fabiano considera necessária a imersão das crianças no mundo convencional para apreendê-lo e, assim, libertá-las das condições socioculturais vividas.

(02) Sinha Vitória não se submete às expectativas sociais dominantes, contudo vislumbra um retorno às trivialidades da sua vida social da infância.

(04) O conjunto de personagens da trama simboliza, alegoricamente, os heróicos seres que sonham em reformar a sociedade agrária brasileira à custa da luta armada.

(08) Fabiano e sinha Vitória configuram um tipo de ser que vive reiterando ações, sem nada acrescentar a seu processo de crescimento humano.

(16) Fabiano constitui uma metáfora de ser humano derrotado, que sofre as conseqüências das estruturas vigentes e não consegue impor seus pontos de vista.

(32) A narrativa como um todo retrata um espaço em que a imutabilidade social e o abismo entre povo e governo são incontestáveis.

(64) A interação entre humanos e inumanos na narrativa explica a descontinuidade das ações narradas.

15. (UFBA) A cachorra Baleia estava para morrer. Tinha emagrecido, o pêlo caíra-lhe em vários pontos, as costelas avultavam num fundo róseo, onde manchas escuras supuravam e sangravam, cobertas de moscas. As chagas da boca e a inchação dos beiços dificultavam-lhe a comida e a bebida.

Por isso Fabiano imaginara que ela estivesse com um princípio de hidrofobia e amarrara-lhe no pescoço um rosário de sabugos de milho queimados. Mas Baleia, sempre de mal a pior, roçava-se nas estacas do curral ou metia-se no mato, impaciente, enxotava os mosquitos sacudindo as orelhas murchas, agitando a cauda pelada e curta, grossa na base, cheia de moscas, semelhante a uma cauda de cascavel.

Então Fabiano resolveu matá-la. [...]

Sinha Vitória fechou-se na camarinha, rebocando os meninos assustados, que adivinhavam desgraça e não se cansavam de repetir a mesma pergunta: — Vão bulir com a Baleia?

[...]

Ela era como uma pessoa da família: brincavam juntos os três, para bem dizer não se diferençavam, rebolavam na areia do rio e no estrume fofo que ia subindo, ameaçava cobrir o chiqueiro das cabras.

Quiseram mexer na taramela e abrir a porta, mas sinha Vitória levou-os para a cama de varas, deitou-os e esforçou-se por tapar-lhes os ouvidos: prendeu a cabeça do mais velho entre as coxas e espalmou as mãos nas orelhas do segundo. Como os pequenos resistissem, aperreou-se e tratou de subjugá-los, resmungando com energia.

Ela também tinha o coração pesado, mas resignava-se: naturalmente a decisão de Fabiano era necessária e justa. Pobre da Baleia.

[...]

Na luta que travou para segurar de novo o filho rebelde, zangou-se de verdade.

Safadinho. Atirou um cocorote ao crânio enrolado na coberta vermelha e na saia de ramagens.

Pouco a pouco a cólera diminuiu, e sinha Vitória, embalando as crianças, enjoou-se da cadela achacada, gargarejou muxoxos e nomes feios. Bicho nojento, babão.

Inconveniência deixar cachorro doido solto em casa. Mas compreendia que estava sendo severa demais, achava difícil Baleia endoidecer e lamentava que o marido não houvesse esperado mais um dia para ver se realmente a execução era indispensável. (RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 74. ed. Rio de Janeiro: Record, 1998. p. 85-86.)

Sobre o fragmento, contextualizado na obra, é correto afirmar:

(01) O primeiro e o segundo parágrafos contêm argumentos que justificam a decisão a ser tomada em relação a Baleia.

(02) Fabiano demonstra cuidados com Baleia, apesar de ser o seu algoz.

(04) O comportamento de sinha Vitória caracteriza-a como a mãe protetora, zelosa do bem-estar de seus filhos.

(08) O poder de decisão do chefe de família no ambiente rural fica evidente no texto.

(16) Sinha Vitória, ao aceitar passivamente a decisão do marido no que se refere a Baleia, demonstra ser indiferente ao animal e preocupar-se exclusivamente com seus filhos.

(32) A decisão de matar Baleia deixa patente o temperamento agressivo de Fabiano.

(64) A palavra “Mas”, no último parágrafo, antecede uma explicação do conflito entre razão e emoção vivido por sinhá Vitória.

AGORA É HORA DE JOÃO CABRAL DE MELO NETO COM "MORTE E VIDA SEVERINA 

UM AUTO DE NATAL PERNAMBUCANO
Morte e Vida Severina é a narrativa em versos da viagem que o retirante Severino faz de sua terra — a serra da Costela, nos limites
da Paraíba — até Recife, seguindo o curso do rio Capibaribe. Chamada auto pelo próprio autor, assemelha-se às composições de
caráter religioso ou moral dos séculos XV e XVI, cuja representação teve origem nos Presépios, encenações do nascimento de
Cristo, típicas também em Pernambuco, estado em que corre a obra de João Cabral de Melo Neto.
Os versos que compõem a narrativa são predominantemente redondilhas e não apresentam estrutura rímica regular. Divide-se o
texto em dezoito quadros — cujos títulos são uma pequena síntese do que será lido adiante. Os nove primeiros retratam o curso da
viagem de Severino a Recife; os outros, suas experiências na cidade que tanto esperava.
VÁ A ESTE SITE PARA LEITURA NA ÍNTEGRA:
















Morte e Vida Severina

Composição: Chico Buarque sobre poema de João Cabral de Mello Neto
Esta cova em que estás, com palmos medida
É a conta menor que tiraste em vida
É de bom tamanho, nem largo, nem fundo
É a parte que te cabe deste latifúndio
Não é cova grande, é cova medida
É a terra que querias ver dividida
É uma cova grande pra teu pouco defunto
Mas estarás mais ancho que estavas no mundo
É uma cova grande pra teu defunto parco
Porém mais que no mundo, te sentirás largo
É uma cova grande pra tua carne pouca
Mas à terra dada nao se abre a boca
É a conta menor que tiraste em vida
É a parte que te cabe deste latifúndio
(É a terra que querias ver dividida)
Estarás mais ancho que estavas no mundo
Mas à terra dada nao se abre a boca







VAMOS VER SE ESTÁ BOM MESMO NO ASSUNTO
 APÓS LER A OBRA "MORTE E VIDA SEVERINA" E ASSISTIR AOS VÍDEOS, RESPONDA AO QUE SE PEDE:
 1. (FUVEST)

Só os roçados da morte
compensam aqui cultivar,
e cultivá-los é fácil:
simples questão de plantar;
não se precisa de limpa,
de adubar nem de regar;
as estiagens e as pragas
fazem-nos mais prosperar;
e dão lucro imediato;
nem é preciso esperar
pela colheita: recebe-se
na hora mesma de semear.

(João Cabral de Melo Neto, Morte e vida severina)

Nos versos acima, a personagem da “rezadora” fala das vantagens de sua profissão e de outras semelhantes. A seqüência de imagens neles presente tem como pressuposto imediato a idéia de:

a) sepultamento dos mortos.
b) dificuldade de plantio na seca.
c) escassez de mão-de-obra no sertão.
d) necessidade de melhores contratos de trabalho.
e) técnicas agrícolas adequadas ao sertão.

2. (FUVEST-SP)

Decerto a gente daqui
jamais envelhece aos trinta
nem sabe da morte em vida,
vida em morte, severina;
(João Cabral de Melo Neto, Morte e vida severina)

Neste excerto, a personagem do “retirante” exprime uma concepção da “morte e vida severina”, idéia central da obra, que aparece em seu próprio título. Tal como foi expressa no excerto, essa concepção só NÃO encontra correspondência em:

a) “morre gente que nem vivia”.
b) “meu próprio enterro eu seguia”.
c) “o enterro espera na porta:
o morto ainda está com vida”.

d) “vêm é seguindo seu próprio enterro”.
e) “essa foi morte morrida
ou foi matada?”
.

3. (FEI-SP) Leia o texto com atenção e responda à questão.

— O meu nome é Severino
não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.
Mas isso ainda diz pouco:
há muito na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da Serra da Costela,
limites da Paraíba.
Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia.
Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte,
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).

(João Cabral de Melo Neto, Morte e Vida Severina)

É possível identificar nesse excerto características:

a) regionalistas, uma vez que há elementos do sertão brasileiro.
b) vanguardistas, pois o tratamento dispensado à linguagem é absolutamente original.
c) existencialistas, pois há a preocupação em revelar a sensação de vazio do homem do sertão.
d) naturalistas, porque identifica-se em Severino as características típicas do herói do século XIX.
e) surrealistas, já que existe uma apelação ao onírico e ao fantástico.

4. (CEFET) Assinale a alternativa INCORRETA sobre “Morte e Vida Severina”:

a) Apesar das dificuldades que se anunciam para o filho do Seu José, a perspectiva do final do poema é positiva em relação à vida.
b) Existe no poema um grande contraste causado pelo nascimento do filho do Seu José em relação à figura da morte, presente em toda a obra.
c) O adjetivo Severina, do título, tanto se refere ao nome do personagem central como às condições severas em que ele, como tantos outros, vive.
d) A indicação auto de natal não se refere somente ao sentido de religiosidade, mas também à aceitação do poder de renovação que existe na própria natureza.
e) Como em muitas outras obras de tendência regionalista, o tema central do poema é a seca nordestina e a miséria por ela criada.

5. (CEFET) Leia as seguintes afirmações sobre Morte e Vida Severina:

I) O nascimento do filho do compadre José é antagônico em relação aos outros fatos apresentados na obra, já que esses são marcados pela morte.
II) Podemos dizer que o conteúdo é completamente pessimista, considerando-se que a jornada é marcada pela tragédia da seca, o que leva Severino à tentativa de suicídio.
III) Mais do que a seca, as desigualdades sociais do Nordeste são o tema da obra.

Assinale a alternativa correta sobre as afirmações:

a) Somente I e II estão corretas.
b) Somente I e III estão corretas.
c) Somente II e III estão corretas.
d) As três estão corretas.
e) As três estão incorretas.

6. (POLI) O trecho abaixo é um fragmento de Morte e vida severina, poema escrito por João Cabral de Melo Neto. O poema conta a história de Severino, um retirante que foge da seca, saindo dos confins da Paraíba para chegar ao litoral de Pernambuco (Recife). Lá, o retirante acredita que irá encontrar melhores condições de vida. Este excerto (trecho) conta o momento em que, no final de sua caminhada, Severino chega ao litoral. Mas, mesmo ali, encontra apenas sinais de morte, como quando estava no sertão. Completamente desacreditado, sugere a um morador da região que pretende o suicídio. Então, inicia com ele uma discussão. Acompanhe:

"- Seu José, mestre Carpina
Para cobrir corpo de homem
Não é preciso muita água.
Basta que chegue ao abdômen
Basta que tenha fundura igual a de sua fome.
- Severino retirante,
O mar de nossa conversa
Precisa ser combatido
Sempre, de qualquer maneira.
Porque senão ele alaga e destrói a terra inteira.


- Seu José, mestre Carpina,
Em que nos faz diferença
Que como frieira se alastre,
Ou como rio na cheia
Se acabamos naufragados
num braço do mar da miséria?"

(trecho tirado de teatro representado no Tuca)

O argumento central de Severino para defender sua intenção de suicidar-se é:

a) o de que o rio, tendo fundura suficiente, será o melhor meio, naquela situação, para conseguir seu intento.
b) o de que não é possível lutar com as mãos, já que as mãos não podem conter a água que se alastra.
c) o de que não é possível conter o mar daquela conversa, dada sua extensão e volume.
d) o de que a miséria, entendida como mar, irá naufragar mesmo a todos, independentemente do que se faça.
e) o de que abandonando as mãos para trás será mais fácil afogar-se, já que não poderá nadar.

7. (IBMEC) Utilize o texto abaixo, fragmento de Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, para responder o teste.

O RETIRANTE EXPLICA AO LEITOR QUEM É E A QUE VAI

— O meu nome é Severino,
não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria.
Deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias. 10
Mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
Ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba.
(CAMPESTRINI, Hildebrando. Literatura Brasileira. São Paulo: FTD, 1989, p. 197-8)

Assinale a alternativa incorreta com relação ao texto de João Cabral de Melo Neto:

a) A expressão “pia”(segundo verso) refere-se à pia batismal e traz o sentido de que o personagem não tem outro nome de batismo.
b) A filiação paterna, a partir do nome Zacarias, não constitui ponto de referência para o personagem.
c) O personagem não foi batizado por ser santo de romaria e ter a paternidade desconhecida.
d) A expressão “senhor desta sesmaria” refere-se a posse de terras.
e) Fazendo uso do pronome de tratamento “Vossas Senhorias”, o personagem coloca o interlocutor numa posição hierarquicamente superior.

8. (FUVEST) É correto afirmar que, em Morte e Vida Severina:

a) A alternância das falas de ricos e de pobres, em contraste, imprime à dinâmica geral do poema o ritmoda luta de classes.
b) A visão do mar aberto, quando Severino finalmente chega ao Recife, representa para o retirante aprimeira afirmação da vida contra a morte.
c) O caráter de afirmação da vida, apesar de toda a miséria, comprova-se pela ausência da idéia desuicídio.
d) As falas finais do retirante, após o nascimento de seu filho, configuram o “momento afirmativo”, porexcelência, do poema.
e) A viagem do retirante, que atravessa ambientes menos e mais hostis, mostra-lhe que a miséria é a mesma, apesar dessas variações do meio físico.

9. (FUVEST) É correto afirmar que no poema dramático Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto:

a) A sucessão de frustrações vividas por Severino faz dele um exemplo típico de herói moderno, cuja tragicidade se expressa na rejeição à cultura a que pertence.
b) A cena inicial e a final dialogam de modo a indicar que, no retorno à terra de origem, o retirante estarámunido das convicções religiosas que adquiriu com o mestre carpina.
c) O destino que as ciganas prevêem para o recém-nascido é o mesmo que Severino já cumprira ao longode sua vida, marcada pela seca, pela falta de trabalho e pela retirada.
d) O poeta buscou exprimir um aspecto da vida nordestina no estilo dos autos medievais, valendo-se daretórica e da moralidade religiosa que os caracterizam.
e) O “auto de natal” acaba por definir-se não exatamente num sentido religioso, mas enquanto reconhecimento da força afirmativa e renovadora que está na própria natureza.

10. (PUCCamp) A leitura integral de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, permite a correta compreensão do título desse “auto de natal pernambucano”:

a) Tal como nos Evangelhos, o nascimento do filho de Seu José anuncia um novo tempo, no qual aexperiência do sacrifício representa a graça da vida eterna para tantos “severinos”.
b) Invertendo a ordem dos dois fatos capitais da vida humana, mostra-nos o poeta que, na condição “severina”, a morte é a única e verdadeira libertação.
c) O poeta dramatiza a trajetória de Severino, usando o seu nome como adjetivo para qualificar asublimação religiosa que consola os migrantes nordestinos.
d) Severino, em sua migração, penitencia-se de suas faltas, e encontra o sentido da vida na confissão finalque faz a Seu José, mestre capina.
e) O poema narra as muitas experiências da morte, testemunhadas pelo migrantes, mas culmina com a cena de um nascimento, signo resistente da vida nas mais ingratas condições.

11. (UEL) Em Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, a palavra "severino(a)" apresenta-se como substantivo próprio, substantivo comum e adjetivo. Tal fato ocorre porque, nessa obra, a palavra "severino(a)":

a) Designa aquele que fala, além de outras personagens que, em virtude das dificuldades impostas pela vida, caracterizam-se por assumir a disciplina como norma de conduta. O termo qualifica a existência como permanente cuidado de não se expor a repreensões e censuras.
b) Designa a individualidade austera do protagonista e a individualidade flexível de outros homens e mulheres escorraçados do sertão pela seca. O termo qualifica a existência como busca constante de superação das dificuldades.
c) Designa o protagonista como ser inflexível, bem como outros retirantes que também se caracterizam pela rigidez diante da vida. O termo qualifica a existência como possibilidade de impor condições com rigor.
d) Designa aquele que fala, além de outros homens e mulheres que se caracterizam pelo rigor consigo mesmos e com os outros. O termo qualifica a existência humana como marcada pela austeridade nas opiniões.
e) Designa aquele que fala, o protagonista do auto, bem como os retirantes que, como ele, foram escorraçados do sertão pela seca e da terra pelo latifúndio. O termo qualifica a existência como realidade dura, áspera.

12. (UFOP) A partir da leitura de Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto, é correto afirmar que:

a) trata-se de um texto exclusivamente narrativo, uma vez que traz o relato dos episódios de uma viagem da personagem Severino do sertão até o mar.
b) trata-se de um texto exclusivamente dramático, uma vez que é composto de falas das personagens, além de comportar rubricas com marcações cênicas bastante nítidas.
c) trata-se de um texto exclusivamente lírico, uma vez que apresenta o discurso individual de Severino, que fala de si todo o tempo.
d) trata-se de um texto cuja classificação é de tragédia pura e simples.
e) trata-se de um texto cujo gênero é múltiplo, por não se prender exclusivamente a nenhum.

13. (UFOP) A respeito de Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto, é incorreto dizer que:

a) a mudança de categoria gramatical (substantivo / adjetivo) do nome Severino / Severina corresponde certamente a uma mudança na categoria social do protagonista.
b) Morte e vida severina poderia intitular-se Vida e morte severina pelo desenvolvimento da narrativa.
c) o texto adquire dimensões universais, por ampliar significativamente o drama dos desvalidos, apesar de apresentar um tema eminentemente regional.
d) uma sensível diferença existe no ritmo da narrativa: o da viagem, lento e arrastado, correspondendo à morte, e o do auto natalino, mais leve e ágil, correspondendo à vida.
e) as formas discursivas presentes no texto são diversas, notadamente os monólogos, diálogos, lamentos e elogios.

14. (UNIOESTE) Em relação à peça Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, todas as afirmativas abaixo são válidas, EXCETO

A) O fato em Morte e Vida Severina que comprova o subtítulo “auto de Natal” do poema-peça é o nascimento de um menino.
B) Em Morte e Vida Severina, João Cabral de Melo Neto apresenta uma atitude de resignação e conformismo ante as desgraças e desesperos dos muitos Severinos.
C) O êxodo do sertão em busca do litoral não é uma solução para o retirante, pois na cidade grande encontra sempre a mesma morte severina, como revelam os dois coveiros.
D) Na cidade grande, quando não encontra uma morte severina, tem que levar uma vida severina, vivendo no meio da lama, comendo os siris que apanha em mocambos infectos.
E) A problemática apresentada em Morte e Vida Severina é basicamente de caráter social e envolve a caótica e degradante situação do homem nordestino, vitimado pelas secas, pela fome e pela miséria.

MAIS UM POUCO DE JOÃO CABRAL DE MELO NETO


Tecendo a Manhã
1
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
2
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão. (A Educação pela Pedra)


A Carlos Drummond de Andrade
João Cabral de Melo Neto

Não há guarda-chuva
contra o poema
subindo de regiões onde tudo é surpresa
como uma flor mesmo num canteiro.

Não há guarda-chuva
contra o amor
que mastiga e cospe como qualquer boca,
que tritura como um desastre.

Não há guarda-chuva
contra o tédio:
o tédio das quatro paredes, das quatro
estações, dos quatro pontos cardeais.

Não há guarda-chuva
contra o mundo
cada dia devorado nos jornais
sob as espécies de papel e tinta.

Não há guarda-chuva
contra o tempo,
rio fluindo sob a casa, correnteza
carregando os dias, os cabelos. (Texto extraído do livro "João Cabral de Melo Neto - Obra completa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1994, pág. 79.)

Os Três Mal-Amados
João Cabral de Melo Neto

Joaquim:
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés.  Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte. (As falas do personagem Joaquim foram extraídas da poesia "Os Três Mal-Amados", constante do livro "João Cabral de Melo Neto - Obras Completas", Editora Nova Aguilar S.A. - Rio de Janeiro, 1994, pág.59.)











LEIA A REPORTAGEM A SEGUIR DE 26 DE SETEMBRO DE 1998. ELA CONTINUA ATUALÍSSIMA...
 


ESTUDAR VALE

Pesquisa mostra até onde a escola
aumenta a chance de conseguir emprego,
multiplica o salário e garante o sucesso na carreira
Alice Granato














Inscrições para
emprego de nível
médio nas lojas
Wal-Mart: 10.000
candidatos para
apenas 500 vagas
Foto: Egberto Nogueira
Para aqueles que olham para a alta dos juros, ou para o movimento das bolsas de valores, atenção. O melhor investimento de longo prazo que se pode fazer hoje é a educação. Veja o que está acontecendo no Brasil. Com a taxa média de desemprego em 8%, o contingente dos brasileiros que estudaram apenas seis anos enfrenta uma taxa de desemprego maior, de 9%. Entre os que fizeram faculdade, o índice cai para a faixa dos 2%. E, incrível, ele é de apenas 1% entre os pós-graduados. É verdade que existem pessoas que construíram fortunas sem ter ido longe nos bancos escolares. O empreiteiro Sebastião Camargo e o banqueiro Amador Aguiar, fundador do Bradesco, são dois dos exemplos mais conhecidos no Brasil. Para a maioria das pessoas, contudo, estudar é crucial para determinar a posição e o salário que podem conquistar, e isso nunca foi tão verdadeiro quanto agora. A era da informação é implacável: joga para escanteio quem não tem instrução e coloca no ápice quem estuda mais. Exigente e seletivo, o mercado de trabalho está passando por um terremoto. Quer profissionais graduados, que falem inglês, entendam de computador e estejam atentos às mudanças. Todo esse investimento tem retorno certo. Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Ipea, a pedido de VEJA, traçou um retrato preciso do que está acontecendo hoje no mundo do emprego. Esse levantamento comprova algo que até agora apenas se intuía pelo senso comum: quanto mais estuda, maior é a chance de uma pessoa conseguir emprego, ganhar mais e fazer carreira bem-sucedida (observe os quadros ao longo da página).
A análise foi feita com base em pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, com 1 milhão de pessoas, entre julho de 1997 e junho deste ano, em seis capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Recife). Por ela, verifica-se que as possibilidades de uma pessoa encontrar emprego dependem muito mais do que se imagina de sua escolaridade. O brasileiro que completou apenas o 1º grau ou ainda não concluiu o ensino médio tem chances pouco maiores que as de um analfabeto na hora de buscar colocação. Um entre dez brasileiros com esse nível de escolaridade está sem emprego. O problema se agrava porque nessa faixa estão também os jovens. Eles compõem atualmente o maior grupo etário da população brasileira e estão entrando pela primeira vez no mercado de trabalho. Enquanto isso, os brasileiros mais escolarizados vivem num país que lhes dá quase tanta segurança de firmar-se no emprego quanto os Estados Unidos, o Japão e a Inglaterra — os países com as mais reduzidas taxas de desemprego do mundo.
No que diz respeito aos salários, os efeitos da educação são ainda mais evidentes. Cada vez que uma pessoa completa uma etapa de estudo, sua remuneração aumenta cerca de 50%. O maior salto se dá com o diploma de um curso superior. De acordo com os dados do Ipea, os profissionais de nível universitário ganham em média 128% mais do que quem fez somente o colegial. Isso não é tudo. Para aqueles que se contentaram com a faculdade, aqui vai uma notícia. Um curso de extensão universitária proporciona no Brasil salários 66% maiores do que os recebidos por quem ficou somente com o bacharelado. Em média, os brasileiros que completaram um curso de pós-graduação ganham 925% mais do que um trabalhador não qualificado. Conclusão: cada ano de estudo representa em média um aumento de 15% no contracheque. "O efeito diploma é o fator mais decisivo na colocação do profissional no mercado de trabalho", diz o economista Marcelo Neri, do Ipea. "A educação é o motor do país, e precisamos investir ainda mais em capital humano."
Abismo educacional — Esse é o abismo que está na origem da disparidade social no Brasil. Nada menos que 64% dos empregados nem sequer completaram o 1º grau. Em média, os brasileiros têm somente sete anos de escolaridade. Ou seja, não concluíram nem o 1º grau. Ao passo que faltam empregados graduados, a maioria da população ainda é obrigada a sujeitar-se a subempregos, sem carteira assinada ou benefícios trabalhistas e com grande carga horária de trabalho, para ganhar salários muito baixos. Uma boa novidade é que estão acontecendo mudanças mesmo no patamar mais baixo da escala da educação e dos salários, aquele composto pelos analfabetos. Um exemplo é o pedreiro José Orlando de Oliveira e Silva, de São Paulo. Aos 35 anos, analfabeto, ele acorda às 4 e meia da madrugada e só volta para casa às 9 da noite. Estuda na própria obra, dentro de um programa oferecido pela construtora que o emprega, a Método. Está fazendo os primeiros oito meses de curso, um supletivo da 1ª à 4ª série. Silva, que não sabia nem ao menos escrever o nome, está descobrindo o prazer de "ler umas palavrinhas". Recentemente, foi promovido, depois de aprender a fazer serviços de acabamento. Antes, o pedreiro ganhava 380 reais mensais. Agora, recebe 560. "Esse curso está mudando a vida dele", diz a psicopedagoga Ana Luiza Franciscone, de 42 anos, coordenadora educacional da Método. "Os operários estão começando a perceber como o estudo faz diferença em sua vida."
A pesquisa do Ipea mostra que o maior índice de desemprego no Brasil está na faixa dos nove anos de escolaridade. Nela estão profissionais como auxiliares de escritório e bancários. São pessoas que já terminaram o 1º grau, mas ainda não completaram o 2º. Têm qualificação mediana e não precisam mais sujeitar-se ao subemprego dos analfabetos ou pouco escolarizados. Mas ainda não têm grau de especialização necessário para ocupar bons empregos, oferecidos para quem conquistou o diploma universitário ou fez pós-graduação. A prova de que a zona dos empregos intermediários está saturada são as filas na porta das empresas. Há um mês, a rede de lojas de desconto americana Wal-Mart abriu quatro novas lojas oferecendo 500 vagas em cada uma delas. A maior parte era para funções como vendedor, atendente e empacotador. Nos dois primeiros casos, exige-se o 2º grau. No terceiro, somente o 1º. Na Wal-Mart de São Paulo, formou-se uma homérica fila de candidatos, com 25.000 pessoas. Duas semanas mais tarde, em São José dos Campos, no interior paulista, perfilaram-se 10.000 pessoas.














Recrutamento da
Compaq, Microsoft,
Bradesco e CPM: vai
faltar gente preparada
para os milhares de
vagas que estão surgindo
Foto: Renata Ursaia
A profissão certa — Estudar é fundamental, mas deve-se também levar em consideração outro fator: a escolha da profissão. Ela é tão importante quanto a escolaridade. Enquanto existem áreas em declínio, outras estão se abrindo. A área petrolífera, que oferece empregos para profissionais como geólogos, é uma das que estão em expansão no Brasil. Desde que o monopólio estatal desse setor foi quebrado, 58 empresas estrangeiras abriram escritórios no Brasil. É um exemplo de como as profissões sobem ou descem de acordo com as circunstâncias. Nos anos 70, época em que grandes obras como Itaipu estavam em construção, a engenharia civil estava em alta no Brasil. Hoje, com as dificuldades econômicas, está em baixa. A odontologia já fez mais sucesso, numa época em que havia escassez de dentistas no país. Atualmente, o mercado anda meio saturado, embora seja difícil encontrar um dentista desempregado. Isso vale também para médicos. A agronomia, por muito tempo relegada a segundo plano no país em função da crise no campo, tem se tornado um celeiro de empregos com a multiplicação de oportunidades de trabalho. (Veja um retrato do mercado para as principais profissões no quadro.)
Escolhida a área, o que se pede hoje no mercado é a alta especialização. Quem estudou bastante e foi além do diploma universitário está no melhor dos mundos. Isso é o que habilita os profissionais para onde está o filé mignon do mercado, como o ramo financeiro. É o caso de Alexandre Saigh, de 31 anos, executivo do Banco Patrimônio. Ele compõe a minoria da população com alta escolaridade e rendimentos muito acima da média. Pós-graduado em economia na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, Saigh estudou durante dezoito anos. Recebe um salário fixo de 10.000 reais por mês, sem contar sua participação nos lucros obtidos para o banco. "A bagagem acadêmica me abre muitas portas", afirma ele. Saigh foi disputado pelas quatro empresas para as quais enviou seu currículo. Escolheu o Patrimônio e cinco anos depois já era sócio do banco. Mesmo bem-sucedido, não pensa em parar de estudar. "Quero fazer mais especializações", diz. "Quem não fizer isso vira peça de antiquário."
Áreas promissoras — A maior parte dos jovens que deixam de estudar acredita que se tornará apta a encontrar um bom emprego apenas fazendo um curso de computação como os que se multiplicam no país. Isso não é verdade. "Estou procurando estágio desde maio", conta a estudante paulista Thaís Greco, de 18 anos, que faz o 3º ano do curso técnico de processamento de dados e já bateu inutilmente em várias portas. "É muito diferente o que se aprende na escola e o que é preciso na prática." A área de informática e a de telefonia são as mais promissoras, mas o que se pede não são pessoas que saibam apenas manusear um programa de texto para escrever boletins no computador. São administradores das redes de informática instaladas nas empresas, analistas de sistemas capazes de criar ou mudar a programação dos computadores, ou analistas de suporte, que ajudam a manter as redes funcionando. São também web designers, profissionais que criam as páginas na Internet, ou engenheiros de sistemas e produtos ligados às novas redes de telefonia celular. Para todos eles, não só o emprego estará quase garantido como há perspectivas de bons salários. Ainda mais se tiverem conhecimento do mercado e das pessoas que nele atuam e estiverem ligados às mudanças que ocorrem a seu redor. "Sozinha, a graduação não basta", diz a psicóloga e administradora de empresas Nielce Filetti, presidente da Associação Paulista de Recursos Humanos, que tem 2.000 cadastrados. "As empresas buscam o profissional com um perfil diferenciado."
Thaís Greco, 18 anos:
curso de computação não
basta para achar trabalho
Foto: Renata Ursaia
O Brasil enfrenta o desafio de acelerar o progresso da educação num momento complicado. Ele coincide com uma mudança radical no mercado de trabalho, imposta pelas novas tecnologias. Além de aumentar o grau de escolaridade das gerações que estão chegando ao mercado, o país se vê obrigado a reciclar boa parte da mão-de-obra que já estava empregada — ela corre o risco de ficar obsoleta com a chegada das tecnologias que estão eliminando postos de trabalho no mundo inteiro. Cada vez mais, o papel do ser humano no mundo do trabalho é produzir novas idéias. O futuro, de acordo com os especialistas, não é das pessoas que apertam parafusos, mas de quem imagina um novo processo pelo qual os parafusos serão apertados.
Onde há vagas sobrando — Os profissionais que sabem muito são literalmente caçados pelas empresas, que disputam avidamente a mão-de-obra mais qualificada. Só no setor de informática, estima-se que 50% das vagas não são preenchidas por falta de profissionais especializados. "Mesmo que a educação avance muito, será insuficiente para atender à demanda do mercado criada pelo progresso tecnológico", afirma o economista Ricardo Paes de Barros, um dos coordenadores do trabalho do Ipea. No mercado de telecomunicações também não existe mão-de-obra especializada para atender à oferta de empregos que estão surgindo. Avalia-se que para operar os 16,2 milhões de aparelhos celulares que serão colocados em operação nas bandas A e B, mais os novos telefones fixos, haverá a necessidade de contratar 300.000 pessoas para trabalhar nas centrais telefônicas, no fornecimento de peças ou na prestação de serviços aos clientes. "Corremos o risco de entrar em colapso por falta de gente para trabalhar", diz Antônio Enéas Reis, sócio de uma empresa de consultoria de recursos humanos do setor, a DPS. "Não haverá gente especializada nessa quantidade."
Estudar bastante e fazer a escolha certa da profissão são dois requisitos básicos para quem está entrando no mercado de trabalho na virada do milênio. No mundo, estima-se que serão criadas neste ano 413.000 vagas em 15.000 empresas da área de tecnologia avançada. São oportunidades para engenheiros que desenham produtos para automação, médicos e cientistas especializados nas áreas de genética e biotecnologia, profissionais que desenvolvem novos programas de computador ou lidam com comunicação via satélite. Só nos Estados Unidos, serão 300.000 novos empregos. As faculdades e universidades americanas formam 28.000 estudantes nessas atividades anualmente, menos de 10% da oferta de vagas. Isso significa que esse tipo de profissional é disputado a peso de ouro. Para quem está fazendo uma faculdade e apostou em áreas como essas, há razões de sobra para o otimismo.

Avalie suas chances de obter um emprego

Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego. VEJA pediu à psicóloga e administradora Nielce Filetti, presidente da Associação Paulista de Recursos Humanos, Aparh, que elaborasse um teste para avaliar a empregabilidade de uma pessoa. Assinale o número de pontos que você tem em cada item e confira a pontuação automática no final
FORMAÇÃO ACADÊMICA
Você completou...
O 2º grau    A faculdade INGLÊS *
Sua fluência é...
Boa   Média   Ruim CURSOS COMPLEMENTARES
Você fez...
Pós-graduação    Mestrado   Doutorado Um curso de especialização CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA
Seu domínio do computador é...
Bom    Médio   Ruim COMPETÊNCIA PESSOAL
Sua imagem perante os colegas de trabalho é...
Boa   Média   Ruim Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão são...
Bons   Médios   Ruins Sua habilidade para relacionar-se com outras pessoas no ambiente profissional é...
Grande   Média   Pouca Você tem uma rede de contatos com profissionais de sua área...
Grande   Média   Pequena Sua disponibilidade de horários e mobilidade para viajar ou mudar de local de trabalho são...
Grandes   Médias   Pequenas Sua experiência profissional é...
Grande   Média   Curta Você participa de congressos, palestras, cursos e outras atividades de aperfeiçoamento pessoal?
Com freqüência   De vez em quando   Raramente Sua cultura geral é...
Grande   Média   Pequena

Pontuação instantânea:

* Se você fala uma terceira língua, acrescente 20 pontos à pontuação final, se tem um bom domínio dela, ou 10 pontos, um domínio regular
RESULTADO
Até 120 pontos: Atenção! Sua situação é preocupante e requer investimento nas áreas pessoal e profissional
121 a 180 pontos: Alerta! Planeje-se para aumentar suas possibilidades a médio prazo. Não se acomode
181 a 240: Muito bem! Você tem boas chances de colocar-se no mercado de trabalho
Mais de 241 pontos: Parabéns! Você está entre os profissionais mais cobiçados do mercado



Fotos: Antonio Milena
 

Com reportagem de
Eduardo Nunomura,
de São Paulo, e Consuelo Dieguez, do Rio de Janeiro



Copyright © 1998, Abril S.A.

http://veja.abril.com.br/230998/p_110.html - acesso em 05/03/2011.

LER E PRODUZIR ARTIGOS DE OPINIÃO É PROPOSTA DESTE ANO QUE PODEM SER ORAL OU ESCRITO (O MAIS COMUM)... EXEMPLOS NÃO FALTAM...










ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR JOÃO CRUZ
EVENTO AVALIATIVO DE LEITURA DE LÍNGUA PORTUGUESA (GÊNERO REPORTAGEM "ESTUDAR VALE OURO":
PROFESSORA: MARIA PIEDADE TEODORO DA SILVA
JACAREÍ, 10 DE MARÇO DE 2011


REPORTAGEM: Se a notícia é o gênero básico do jornalismo, a reportagem é o seu gênero nobre, o gênero jornalístico por excelência. O principal objetivo de uma reportagem é informar com profundidade e exaustividade, contando uma história. No meio jornalístico ouve-se frequentemente a expressão “uma reportagem é uma notícia vista à lupa)
Objetivos:
- Conscientizar os alunos sobre o atual papel das mulheres na sociedade;
- Levá-los a uma reflexão mais crítica sobre as diferenças existentes entre a mulher e o homem;
- Proporcionar o conhecimento de mecanismos específicos das reportagens online;
- Torná-los aptos a reconhecer o importante desafio da igualdade ainda não alcançadas por inteiro pelasmulheres.


Atividade 1
1. Você costuma ler? O quê?
_____________________________________________________________

2. Você lê jornal ? Se lê com qual freqüência?
_____________________________________________________________

3. Que parte do jornal é de sua preferência?
_____________________________________________________________

4. Quais dos itens abaixo fazem parte de um jornal:
a ( ) anúncio c ( ) avaliações e ( ) horóscopo g ( ) bibliografia
b ( ) relatório ( ) exercício f ( ) índice h ( ) classificados

5. Olhando o texto, anexo, você consegue identificar a qual dos itens mencionados acima ele faz parte?
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________

Atividade 2
Você sabia...
“ Reportagem é um gênero jornalístico que consiste no levantamento de assuntos para contar uma história verdadeira, expor uma situação ou interpretar fatos”
(LAGE, 1993, pg 61)
1. Observando o título da reportagem o que você acha que vai ser o assunto do texto? Por quê?
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
2. A leitura em voz alta deve ser antecedida pela exploração do título: qual assunto vocês acham que vai ser tratado neste texto ESTUDAR VALE OURO? O que vocês acham que o autor vai saber sobre o assunto?

Atividade 3
1. Formule algumas perguntas a partir da curiosidade surgida na leitura global. (OBS: A busca das respostas a essas perguntas, numa primeira leitura detalhada do texto, permite a compreensão do conteúdo proposicional básico que o texto informa).

Atividade 4 (Leitura global)
a) Quem escreve a reportagem? Quando?
b) Onde foi publicada?
c) Qual o título? E o subtítulo?
d) O subtítulo esclarece o que vai ser tratado na reportagem?
e) A foto auxilia a obtenção de informações sobre o assunto do texto?
f) Há frase (s) em negrito? Qual (ou quais)? A partir da curiosidade surgida durante a leitura global, elabore algumas perguntas para as quais você gostaria de obter respostas com a leitura detalhada da reportagem.
Atividade 5 (Primeiros objetivos de leitura visando à compreensão do conteúdo proposicional básico do texto)
Que perguntas você espera serem respondidas?

Por exemplo:
a. A escola aumenta a chance de conseguir emprego, multiplica o salário e garante o sucesso na carreira?
b. Como se prova que todo investimento nos estudos tem retorno certo.? (observe os quadros ao longo da página).
c. A pesquisa mostra o índice de escolaridade do brasileiro?
d. A pesquisa mostra soluções para quem possui baixa escolaridade?

Atividade 6 (Objetivos de leitura mais complexos enfocando: informações específicas sobre o assunto e características constitutivas da reportagem)
a) Com relação à foto, qual o efeito que as cores escuras trazem, considerando o assunto enfocado?
b) O título está adequado ao enfoque dado no texto? Por quê?
c) Os infográficos acrescentam informações pertinentes ao assunto tratado no texto principal? Justifique.
d) Qual é a fonte de informações do repórter? Ela dá credibilidade às informações?
e) Baseando-se na leitura realizada, escreva sobre como ocorre uma morte por raio.
f) Observe o período abaixo retirado do primeiro parágrafo:
“O empreiteiro Sebastião Camargo e o banqueiro Amador Aguiar, fundador do Bradesco, são dois dos exemplos mais conhecidos no Brasil. Para a maioria das pessoas, contudo, estudar é crucial para determinar a posição e o salário que podem conquistar, e isso nunca foi tão verdadeiro quanto agora. ”
Agora comente o sentido dos conectivos MAS e E, considerando todo o texto.
g) Com base no texto, cite, de uma maneira sintética, qual ou quais é/são o(s) meio(s) para quem está jogado para escanteio por não ter instrução; por isso não pode pleitear o ápice de quem estuda mais. .
h) Pelo contexto, tente inferir o sentido que as palavras investimento, contingente, implacável, escanteio, ápice, efeitos, requisito e a expressão “disputado a peso de ouro” possuem no texto.
i) Você acha que, no título, “Estudar vale ouro” a palavra destacada por ser interpretada em mais de um sentido (atente-se também para o emprego da palavra em amarelo)? Comente.

Atividade 7 (Apreciação crítica da reportagem e extrapolação para discussões sobre situações da vida dos leitores)
a) O assunto da reportagem vem sendo discutido em nossa sociedade? Por quê?
b) Na sua opinião, quais motivos teriam levado a revista a publicar o texto sobre o assunto em questão?
c) Você acha que essa reportagem pode, de alguma maneira, influenciar os leitores e a vida deles? Como?

Atividade 8 (Objetivos de leitura mais complexos enfocando informações específicas sobre o assunto e características constitutivas da reportagem - atividades feitas por escrito)

1. O que há de novidade ou de interessante nesse assunto?
2. Quais as fontes de informação do repórter? Elas dão credibilidade às informações?
3. Os enfoques do título, da(s) foto(s) e das ilustrações estão adequados ao conteúdo da reportagem?
4. Com relação às fotos, verifique se são apenas ilustrativas do assunto da reportagem ou se permitem outras leituras em decorrência de recursos expressivos, como: efeitos de luz e sombra; efeitos de cor ou uso do preto e branco em vez da cor; destaque de detalhes; enquadramento da imagem; flagrante de situações insólitas, gestos ridículos ou deselegantes; montagens de duas fotos (cabeça de um, corpo de outro) para criar um efeito caricato.
5. Com relação a aspectos gráficos, verifique se há efeitos de cor, ilustrações, margens, traços, diagramação em função do tema e do tom da reportagem.
6. Qual é o tom da reportagem e quais elementos o evidenciam?

Atividade 9 (Apreciação crítica da reportagem e extrapolação para discussões sobre situações da vida dos leitores - atividades feitas por escrito ou oralmente)

1. A abordagem do assunto foi satisfatória, em quantidade e qualidade, para o público-alvo da reportagem? Por quê?
2. Outros aspectos do tema poderiam ter sido abordados ou outros recursos gráficos poderiam ter sido utilizados? Quais?
3. Você identificou o tom da reportagem? Ele deixa implícito algum posicionamento da reportagem a respeito do tema?
4. Que relação tem o assunto dessa reportagem com temas em discussão na nossa sociedade? Para quem esses temas são relevantes?
5. Como você avalia a influência que essa reportagem pode provocar no leitor?

Atividade 10
Construa um quadro esquemático e preencha-o com os aspectos sugeridos (Releia a reportagem em questão)

FATO:
OPINIÃO:
HIPÓTESE:
ARGUMENTO:
A FAVOR:

CONTRA-ARGUMENTO:
CONSEQUÊNCIA/EFEITO:
DADOS DE INFOGRÁFICOS/INTERPRETAÇÃO:

54 comentários:

ESPAÇO DE LÍNGUA E LITERATURA disse...

ATÉ AGORA, 08/03/2011, AINDA NÃO RECEBI NENHUMA VISIT DE ALUNO DE 3º ANO. CONTINUO AGUARDANDO!!!!!!

Leê disse...

Oi professora,

Li e vi todos os videos. Achei interessante a entrevista, e respondi os testes propostos no blog, estão no meu caderno.
Não houve duvidas por enquanto.
Gostaria que a senhora colocasse mais testes de processos seletivos de faculdades para aprendermos mais e estudarmos para as provas futuras.

Obrigada

Letícia Cristina Rodrigues Santos

3º EMB - PROUST

• Bia disse...

Olá professora,
Eu vi os vídeos,e li a entrevista e achei muito interessante.
O livro Vidas Secas mostra mesmo a verdadeira realidade do sertão, pelo menos no meu ponto de vista.
O poema Morte e Vida Severina é um dos mais ''gostosos'' de ser ler.
Abaixo estão as respostas do questionamento :
1-) C
2-) B
3-)B
4-) E
5-)B
6-) E
7-) E
8-) C
9-) C
10-) D
11-) E
12-) A
13-) C
14-) (16)
15-) (1), (8) e (64)

Beijo professora!

xDrih disse...

Olá Professora,
Realizei alguns dos jogos, principalmente o sobre A, há, à e Ah ( matéria da ultima aula).
Já no teste da revista escola, errei apenas duas obras.
Terminei de ler Vidas Secas e pude perceber que a vida do sertanejo é difícil.
Emocionei-me com o capítulo Baleia.
Os vídeos trouxeram de maneira dinâmica a vida do autor, assim como os que vimos no ano passado sobre Machado de Assis.
A entrevista com o Prof. Roberto Sarmento me fez perceber que ler um livro auxilia muito mais nos vestibulares do que ver suas adaptações para a TV ou cinema.
Dúvida* O que é intersemiótica?
Abaixo as respostas dos testes:
1- c
2- e
3- b
4- e
5- d
6- a
7- e
8- c
9- a
10- d
11- b
12- a
13- e
14- (01), (08), (16), (32)
Drielle Andrade Dias, 3º EM Proust

matthw disse...

Olá professora vi e assisti o videos:
Em vidas secas pude natar que a vida no sertão é bem escaça e sofrida e temos q abrir mão de coisas que gostamos muito.
Achei muito interessante o jeito que no videos falam da vida do autor.
Obom é que agora tenho aonde estudar para o vestibular.
Até professora.
Mateus de Paula Nascimento 3°Curie
Aqui as respotas:
1-) C
2-) B
3-)B
4-) E
5-)B
6-) E
7-) E
8-) C
9-) C
10-) D
11-) E
12-) A
13-) C
14-) (16)
15-) (1), (8) e (64)

Marieli 2° EMB disse...

Primeiramente queria dizer que o Dia Internacional das Mulheres devia ser comemorado todos os dias e não apenas no dia 08/03, afinal cada vez mais estamos conquistando o nosso espaço na sociedade e chegando ainda mais perto da igualdade entre homem e mulher. Bom, assisti os vídeos e através deles tive a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre Graciliano Ramos; li a entrevista que, aliás, me ajudou muito na hora de responder algumas questões sobre “ Vidas Secas”. A seguir estão as respostas das questões : 1-) C
2-) B
3-)B
4-) E
5-)B
6-) E
7-) E
8-) C
9-) C
10-) D
11-) E
12-) A
13-) C
14-) (16)
15-) (1), (8) e (64)
Espero aprofundar mais meu conhecimento sobre o Livro “ Morte e Vida Severina” no dia do debate (21/03). Por hora é só. Marieli 3ºEMB
ps: postei no lugar certo agora !

Rodrigo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rodrigo disse...

OI professora,
vi os videos.Achei muito interessante eles, e o bom é que eles incrementam algumas coisas que nao entendemos quando lemos os livros que voce pediu.
Aqui esta as respostas:
1-) C
2-) d
3-)B
4-) E
5-)B
6-) a
7-) E
8-) C
9-) C
10-) D
11-) E
12-) A
13-) C
14-) (16)
15-) (1), (8) e (64)

Rodrigo Alves Lima
3° EMB Proust

_Amigos para Sempre_ disse...

Nome: Igor de Almeida 3°EMA

Morte e Vida Severina.

Respostas:


1- A
2- E
3- A
4- B
5- B
6- D
7- C
8- B
9- E
10-E
11-B
12-E
13-B
14-B

Vidas Secas

Respostas :

1-C
2-E
3-B
4-E
5-A
6-E
7-B
8-C
9-A
10-D
11-C
12-A
13-E
14-16+32
15-64+08
Gostei muito dos videos

Kira disse...

eu vi esse site e me ajudou a responder várias perguntas:

http://fredbar.sites.uol.com.br/mvsint.html

é a própria opinião do autor pela sua obra!

Aproveitem

Jayson Santos 3ºEM B

Thatiane de Oliveira Ramos disse...

Olá Professora,

Eu não li ainda o vidas secas, por isso so estou respondendo o Morte e vida severia...
Bem que a senha disse não podemos substituir o livro só com o vídeo, porque o vídeo e um complementar ao livro...

Respostas :
1-A 8-A
2-B 9-C
3-A 10-C
4-D 11-E
5-C 12-A
6-D 13-E
7-C 14-A

Aluna: Thatiane de Oliveira Ramos
Serie: 3º Proust

Higor Lisboa disse...

Muito interessante os vídeos a respeito de "Morte e Vida Severina", pelo ritmo de leitura e canto marcado pelo instrumento musical pois assim acredito que fique mais fácil de se memorizar
Abaixo a resposta do questionário a respeito de "Morte e Vida Severina":

“Morte e vida Severina”
1.a
2.c
3.a
4.e
5.b
6.d
7.c
8.e
9.a
10.a
11.e
12.a
13.b
14.b
HIGOR MENEZES RAMALHO LISBOA , 3ºEM-PROUST

Marieli 2° EMB disse...

“Morte e Vida Severina” de João Cabral de Melo Neto é um poema que apresenta a história de Severino que tenta fugir da seca e da fome do Sertão. É um livro que a cada capítulo faz aumentar a curiosidade do leitor em saber o que acontecerá no final. A seguir estão os questionamentos a cerca da obra:
1.a
2.c
3.a
4.d
5.b
6.d
7.c
8.e
9.a
10.a
11.e
12.a
13.b
14.b

Marieli 3º Poust

matthw disse...

Olá professora:
Morte e Vida Severina mostra mesmo a realidade do povo que mora no sertão e principalmente da vida de Severino que saiu de sua terra por causa de sua situação triste e por onde passa surge uma história diferente.Este foi uns dos livros que eu li e mais me interessei até hoje.Aqui são as respostas:
1.a
2.b
3.a
4.c
5.b
6.d
7.b
8.e
9.a
10.a
11.e
12.b
13.b
14.c
Mateus de Paula Nascimento 3ºEM Curie

- Tia Funny. e_ê disse...

Vou postando por partes , ainda não finalizei a leitura do livro Vidas Secas , então quando terminado , postarei as respostas aqui professora.
Comentando sobre Morte e Vida Severina , o mais interessante é o fato de ser uma poesia de cordel , é até possivel cantar o auto, devido á tantas rimas.
O contexto também , é muito interessante , com uma leitura fácil , mais fácil ainda é percebr tantas dificuldades que o homem do sertão passa , e que a vida Severa , vai sempre o acompanhar não importa em que ponta da região ele esteja.
Questõe:
1- a
2 - e
3- a
4- d
5- a
6- d
7- c
8- e
9- a
10- e
11- e
12- c
13- b
14- b

- Tia Funny. e_ê disse...

Mariana Morena 3º EM Proust
Vou postando por partes , ainda não finalizei a leitura do livro Vidas Secas , então quando terminada , postarei as respostas aqui professora.
Comentando sobre Morte e Vida Severina , o mais interessante é o fato de ser uma poesia de cordel , é até possivel cantar o auto, devido á tantas rimas.
O contexto também , é muito interessante , com uma leitura fácil , mais fácil ainda é percebr tantas dificuldades que o homem do sertão passa , e que a vida Severa , vai sempre o acompanhar não importa em que ponta da região ele esteja.
Questõe:
1- a
2 - e
3- a
4- d
5- a
6- d
7- c
8- e
9- a
10- e
11- e
12- c
13- b
14- b

The War disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
The War disse...

Ainda nao terminei de ler "Vidas Secas", porem ja vi os videos e aqui estao as respostas das questoes de "MORTE E VIDA SEVERINA":

1- A
2- E
3- A
4- E
5- B
6- E
7- C
8- E
9- E
10- D
11- E
12- E
13- B
14- B

Stefany Mitie Namazu , 3ºEMA

Rebeka disse...

Olá professora, tudo bem?
Primeiramente eu gostaria de dizer que o Dia Internacional das Mulheres é todos os dias, afinal, não existe vida sem nós, rs.
Eu tentei assistir os vídeos, mas o meu computador não está colaborando muito comigo, mas deu para ver algumas coisas. Mal posso esperar pelo debate sobre os livros, pois gostaria de me aprofundar ainda mais neles.
Aqui estão as respostas das questões:
1-) C
2-) E
3-) B
4-) E
5-) B
6-) E
7-) E
8-) C
9-) A
10-) D
11-) E
12-) A
13-) E
14-) (16)
15-) (1), (8), (32)


Rebeka Rico Rosa
3º EM Curie.

Geisa disse...

Olá Professora ! Tudo bem ?

Então li Morte e Vida de Severina e achei interessante nas partes finais de como João Cabral de Melo faz uma intertextualidade do nascimento de Jesus.
Ainda estou lendo Vidas Secas e percebi que ele é bem amargo,mas faz jus ao nome da Obra não é mesmo?É amargo porque na hora que o autor fala que Baleia não se diferencia em nada da família,porque eles vivem uma vida como animais,até Baleia é mais sentimental do que eles,que tem mais 'diálogo'e demonstra afeto pelo o menino mais velho do que a família inteira entre eles.

Respostas Das Questões:
- a
2:A
3:A
4:D
5:A
6:D
7:C
8:E
9:A
10:E
11:E
12:C
13:B
14:B

rodolfo disse...

Olá professora tudo bem? Queria me desculpar por responder as atividades só agora mas conseguir fazer os questionamentos de Vidas Secas e percebi a dura realidade das pessoas que vivem no sertão,terminei de ver os vídeos e na minha opinião com a ajuda dos vídeos conseguir desenvolver as atividades
Rodolfo Martins 3 Proust
1) C
2)E
3)B
4)A
5)D
6)E
7)E
8)C
9)A
10)D
11)B
12)A
13)C

willian disse...

NOME:Willian Moraes Lima 3°EMC

Morte e Vida Severina

1-A
2-C
3-A
4-E
5-B
6-D
7-C
8-B
9-C
10-E
11-E
12-B
13-B
14-B


Gostei muito dos videos...

lg disse...

Tales Wiliam 3°Curie


Li os livros, porem tenhu tido dificudade de entrar no seu blog, nao sei se é por causa dos videos que tem pesado a pagina, por tal motivo tambem nao consegui assistir a tais.
Em vidas secas pude perceber o ideia de miseria, fome,exploraçao, etc.
E em morte vida severina vejo tambem que Severino vive na seca e vai fugir ao litoral.


As questoes:

vidas secas:

1-c
2-e
3-b
4-b
5-d
6-e
7-c
8-c
9-a
10-d
11-a
12-a
13-e
14-08+16+32=56
15-02+04+08=14

Morte vida severina:

1-a
2-a
3-a
4-e
5-b
6-d
7-c
8-e
9-e
10-b
11-a
12-e
13-b
14-a

mm disse...

Olá Professora ,li os dois livros.
Vidas secas fala sobre a vida no sertão onde uma familia que é Sinha Vitória seu marido e seus dois filhos fogem da seca do nordeste.
Reposta de Vidas Secas:
1- c
2- e
3- b
4- e
5- d
6- e
7- e
8- c
9- a
10- d
11- b
12- a
13- e
14 (16)
15- (1),(64)


Morte e Vida Severina é um poema dramático, que relata a dura trajetória de um migrante nordestino em busca de uma vida mais fácil e favorável no litoral.
Reposta de Morte e Vida Severina
1- a
2- e
3- a
4- e
5- b
6-d
7- c
8- e
9- e
10- e
11- e
12- e
13- b
14- b


Michelle Pereira Viana 3º EM Curie

Jú. disse...

VIDAS SECAS

O livro "Vidas Secas" é bem interessante, pois mostra a verdadeira realidade de quem vive no sertão, mostra que é uma vida muito sofrida. Adorei ler o livro e ver os vídeos, ajudaram bastante na hora de responder as questões.

Respostas:
1-C
2-E
3-B
4-E
5-D
6-E
7-E
8-C
9-A
10-D
11-B
12-A
13-C
14-(8),(16)e(32)
15-(1),(2),(4),(8)e(64)

MORTE E VIDA SEVERINA

O poema "Mortes e Vida Severina", também mostra a vida severa que o homem do sertão vive, as dificuldades encontradas e etc. Fala principalmente da vida de Severino, que saiu de sua terra exatamente pela sua triste situação em busca de uma vida mais favorável no litoral.

Respostas:
1-A
2-E
3-A
4-E
5-D
6-D
7-C
8-E
9-E
10-A
11-E
12-E
13-B
14-B

Juliana de Miranda Silva 3ºEM Curie

Roger disse...

ROGER MELO BARBOSA 3º C (CURIE)

OLÁ PROFESSORA,
MUITO INTERESSANTE OS LIVROS.
"VIDAS SECA"COMO AQUELA FAMÍLIA É SECA POBRES COITADOS SOFRERAM MUITO EM BUSCA DE VIDA MELHOR.
"MORTE E VIDA SEVERINA" ONDE SEVERINO SAI DE SUA TERRA EM BUSCA DE VIDA MELHOR HISTÓRIA BEM DRAMÁTICA ESSA.

AQUI ESTÃO AS RESPOSTAS DAS QUESTÕES DE "MORTE E VIDA EVERINA"

1-A
2-E
3-A
4-B
5-C
6-D
7-C
8-E
9-E
10-E
11-E
12-E
13-B
14-B

AGORA "VIDAS SECAS"
1-C
2-E
3-B
4-C
5-D
6-E
7-E
8-A
9-A
10-D
11-B
12-A
13-E
14-(01),(16),(32)
15-(01),(02),(04),(08),(64)

mm disse...

“VIDAS SECAS”
Eu gostei muito do livro Vidas Secas, pois conta a realidade do povo que vive no sertão e de sua necessidade de fugir das secas do nordeste.
Respostas:
1- C
2- E
3- B
4- E
5- D
6- E
7- E
8- C
9- A
10- D
11- B
12- A
13- C
14-(8), 16) e (32)
15- (1), (2), (4), e (64)
“MORTE E VIDA SEVERINA”
O poema Morte e Vida Severina conta a história de Severino, um homem que não contente com
a severa vida que levava em sua terra decide viajar para o litoral em busca de uma vida melhor.
1- A
2- E
3- A
4- E
5- B
6- D
7- C
8- E
9- E
10- A
11- E
12- E
13- B
14- B
Rafaela da Silva Moraes Nº 23
3º EM - Curie

pamelafortesalves disse...

Vidas Secas
Respostas:
1-C
2-B
3-B
4-E
5-D
6-E
7-E
8-C
9-C
10-D
11-B
12-A
13-C
14-(8),(16)e(32)
15-(1),(2),(4),(8)e(64)


Morte e Vida Severina
Respostas:
1-A
2-E
3-A
4-E
5-D
6-D
7-C
8-E
9-E
10-A
11-E
12-E
13-B
14-B

Pâmela Fortes Alves 3°EM Curie

Stéfany disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Stéfany disse...

Stéfany Fernandes 3°EMB
Olá professora, li os livros e comentando sobre os vídeos, assisti todos, achei muito interessante. Sobre “Morte e Vida Severina” eu achei ótimo pois, quando lemos o livro imaginamos ‘cenas’ perante tudo que esta escrito, ao assistir os vídeos vemos coisas em comum com as que imaginamos, mas também, coisas diferentes e novas. Sobre “Viadas secas” descobri coisas interessantes sobre a vida do autor, e sobre sua inteligência na escrita em vários aspectos, como por exemplo, falar sobre os ‘dramas humanos’.
E aqui estão as respostas das quetões:
Vidas Secas:
1-c
2-a
3-b
4-b
5-a
6-e
7-e
8-c
9-a
10-d
11-c
12-a
13-e
14-16+32
15-64+08
Morte e Vida Severina:
1.a
2.c
3.a
4.e
5.b
6.d
7.c
8.e
9.a
10.a
11.e
12.a
13.b
14.b

- Ana disse...

Professora desculpa a demora para postar as questões, mais acontece que eu havia lido apenas o poema "Morte e Vida Severina" que para dizer a verdade gostei muito, pois ele é trágico e ao mesmo tempo apresenta uma contrariedade de toda a morte que acontece ao decorer do poema, no final nasce o filho de seu josé mestre carpina. Vemos no poema a presença do trágico fato da seca no sertão causar tantas mortes severinas,e por esse motivo Severino o retirante vai em busca de um lugar melhor mas não o encontra porque em qualquer lugar por onde ele passasse havia morte( a culpada de sua retirada) "Desde que estou retirando
só a morte vejo ativa,
só a morte deparei
e às vezes até festiva"
A musicalidade presente no poema também é muito legal.
Agora que já terminei de ler Vidas secas(um livro ótimo também que apresenta uma crítica social e novamente os problemas que encontram os nordestinos) estou postando as questões
Questões "Morte e Vida Severina"
1-a
2-e
3-a
4-d
5-b
6-d
7-c
8-b
9-e
10-e
11-e
12-c
13-b
14-d
"Vidas Secas"

1-c
2-e
3-b
4-e
5-a
6-e
7-b
8-c
9-a
10-d
11-c
12-a
13-e
14-08+16+32=56
15-02+04+08=14
Ana Rúbia 3ºEMparacelsius

Giovane disse...

Oi Piedade,
Li os livros e Assisti os videos "complementares".
Bom, O livro Vidas Secas é sim um livro interessante, e na minha visão, retrata com realidade a vida no sertão.
Respostas Vidas Secas:
1-c
2-E
3-A
4-B
5-C
6-D
7-b
8-E
9-A
10-E
11-A
12-A
13-E
14-08+16+32=56
15-02+04+08=14

No livro Morte e VidaSeverinamostra a dura caminhada
de um nordestino a procura de uma vida melhor.
Respostas Morte e Vida Severina:
1-A
2-E
3-A
4-B
5-C
6-D
7-C
8-E
9-E
10-E
11-A
12-c
13-B
14-A


Giovane Marcelino 3ºEM - C (Curie)

Eduardo (Dú) disse...

Eduardo Leite Monteiro nº07 3º EMA

Respostas

Vidas Secas

1- (c)

2- (e)

3- (b)

4- (e)

5- (d)

6- (e)

7- (e)

8- (c)

9- (c)

10- (d)

11- (b)

12- (b)

13- (e)

14- 08 + 16 + 32 = 56

15- 01 + 02 + 04 + 08 + 64 = 79


Morte e Vida Severina

1- (a)

2- (e)

3- (a)

4- (e)

5- (b)

6- (d)

7- (c)

8- (e)

9- (e)

10- (e)

11- (e)

12- (e)

13- (b)

14- (b)

Ariela disse...

"Vidas Secas"

1- C
2- A
3- B
4- E
5- A
6- E
7- E
8- C
9- A
10- D
11- B
12- A
13- B
14- 64
15- 01

"Morte e Vida Severina"

1- A
2- E
3- B
4- B
5- A
6- D
7- C
8- B
9- E
10- C
11- E
12- B
13- D
14- B

Ariela Lana - 3°EM A

gaabriela moraes disse...

Oi professora !

Realizei alguns dos teste que estavam no blog,li e assisti aos videos e a entrevista com o Prof-Roberto Sarmento que me fez percebe que a qualidade de ler um livro ajuda muito mais nas provas de vestibulares,do que as adaptações.

As respostas das perguntas de Vidas Secas .


1)c
2)e
3)b
4)e
5)d
6)e
7)e
8)c
9)a
10)d
11)b
12)a
13)e
14)(08),(16),(32)
15)(01),(02),(04),(08),(64)

Gabriela Moraes - 3 EMA

gaabriela moraes disse...

Respostas de Morte e Vida Severina

1)a
2)e
3)a
4)e
5)b
6)d
7)c
8)e
9)e
10)e
11)e
12)b
13)b
14)b

Gabriela Moraes - 3EMA

αnnα Rαmσs disse...

Depois de estudar juntamente com o blog e juntamente ao debate em sala pude obter minhas conclusões em relação a obra "Vidas secas" e "Morte e vida severina" Pode-se perceber grandes semelhanças entre ambas, e por fim, o modo de como veem a esperança como um aspecto de renovação tendo como uma nova Vida como exemplo.

Atividade 1

1-) C
2-) d
3-)B
4-) E
5-)B
6-) a
7-) E
8-) C
9-) C
10-) C
11-) E
12-) A
13-) C
14-) (16)
15-) (1), (8) e (64)
Atividade II

1- A
2- E
3- A
4- B
5- B
6- D
7- C
8- D
9- E
10-E
11-B
12-A
13-B
14-B

jessica disse...

Ola professora, demorei mas já estou aqui. Li os dois livros mas confesso que prefiro “Morte e vida severina “. Bem eu assisti alguns dos vídeos e isso me ajudou a responder a questões :

VIDAS SECAS: 1-C ; 2-A ; 3-D ; 4-B ; 5-B ; 6-E ; 7-E ; 8- C ; 9- ; 10-D; 11-A ; 12-A ; 13-C ; 14- 8+16+32 ; 15- 1+8+64


MORTE E VIDA SEVERINA: 1-A ; 2-C ; 3-A ; 4-D ; 5-B ; 6- D ; 7-C ; 8-E ; 9- E ; 10-B ; 11-E ; 12-A ; 13-B ; 14-A

Ate logo

Jessica Carolina n°10 3EM-C

Gaby disse...

Ola Professora,
Eu achei muito interessante os dois livros, talvez pelo fato de não ser habituada a ler livros desse gênero, então pra mim a leitura foi rica. O fato dos livro contar a vida miserável dos nordestinos é triste, mas infelizmente a realidade.
Vi os vídeos achei interresante, mas de fato não substitui de modo nenhum os livros.

VIDAS SECAS:
1-C
2-A
3-D
4-B
5-B
6-E
7-E
8- C
9- C
10-D
11-A
12-A
13-C
14- 8+16+32
15- 1+8+64

Morte Vida Severina

1-A
2-C
3-A
4-D
5-B
6- D
7-C
8-E
9- E
10-B
11-E
12-A
13-B
14-A

Gabriela Silveira n°06 3°EM-C

jayson disse...

Morte e Vida Severina
1- a
2- e
3- a
4- b
5- a
6- d
7- c
8- e
9- d
10- e
11- e
12- c
13- b
14- d

Vidas Secas

1-c
2-c
3-b
4-e
5-d
6-e
7-e
8-c
9-d
10-d
11-b
12-c
13-e
14-8, 16, 32
15-1, 2, 4, 8, 64

JOSÉ JAYSON, Nº11, 3ºEMB-PROUST

Higor Lisboa disse...

“Vidas Secas”
1.c
2.e
3.b
4.a
5.d
6.e
7.a
8.c
9.a
10.d
11.b
12.a
13.e
14.04, 08, 32
15.01, 02, 04, 08, 16

“Morte e vida Severina”
1.a
2.c
3.a
4.e
5.b
6.d
7.c
8.e
9.a
10.a
11.e
12.a
13.b
14.b
HIGOR MENEZES RAMALHO LISBOA, Nº08, 3ºEMB-PROUST

vinicius disse...

Bom ler estes livros foi muito estigante pela questão social que eles defendem,pelas diferenças que temos dentro do nosso próprio país independente da época que é abordada ainda vemos isso hoje em dia tornando um livro que nunca sai de época ele é sempre atual.Muitos interessante isso que mais me interessou a lê-los

As respostas das perguntas de Vidas Secas :

1)c
2)e
3)b
4)e
5)d
6)e
7)e
8)c
9)a
10)d
11)b
12)a
13)e
14)(08),(16),(32)
15)(01),(04),(08),(64)

Respostas de Morte e Vida Severina

1)a
2)e
3)a
4)b
5)b
6)d
7)c
8)e
9)e
10)e
11)e
12)a
13)b
14)b

Vinicius Ricardo 3° A

isabelle disse...

Respostas referentes ao livro "Vidas Secas"

1 - E

2 - E

3 - B

4 - E

5 - A

6 - E

7 - E

8 - C

9 - A

10 - D

11 - B

12 - A

13 - C

14 - 64

15 - 01

Respostas referentes ao livro "Morte e Vida Severina"

1 - A
2 - E
3 - A
4 - B
5 - A
6 - D
7 - C
8 - E
9 - C
10 - E
11 - E
12 - B
13 - B
14 - B

Isabelle Lima n° 14 3°EM A (paracelcius)

Gabriela disse...

Em relação aos jogos, joguei o segundo onde testa nossas habilidades em relação a obras nacionais e estrangeiras. Joguei duas vezes, na primeira acertei apenas cinco e na segunda, sete. Ainda tenho muito o que ler!

Respostas sobre "Vidas Secas":

1- B
2- E
3- D
4- E
5- A
6- E
7- E
8- C
9- A
10- C
11- B
12- A
13- E
14- 16 e 32
15- 64 e 08

Respostas sobre "Morte e vida severina"

1- A
2- E
3- A
4- A
5- D
6- D
7- D
8- B
9- C
10- B
11- E
12- B
13- D
14- B

Gabriela Carolina Araújo de Oliveira nº5 3ºEMC

- Tia Funny. e_ê disse...

MARIANA MORENA 3º EM PROUST (B)
Postarei sobre Vidas Secas pois Morte e Vida Severina já foi postado.
Ler a obra de graciliano Ramos , me despertou uma conclusão de continuidade , pois mesmo sendo um livro escrito há anos , esta realidade ainda é presente.Todos nós sabemos que ainda existem muitos Fabianos , Sinhás Vitórias muitos meninos mais novos e mais velhos e muitas Baleias. A crítica social é perceptivel e a falta de perspectiva , de sonho dos personagens é em consequencia da falta de oportunidades da falta de interesses públicos (logos vemos que ainda existem muitos soldados amarelos). A cadelinha Baleia também foi uma que despertou meu interesse , ao ver que o autor desce a família na condição de animais fazendo com que Baleia , sim os entenda perfeitamente e posso lutar por eles.
Questões: 1-C; 2-B; 3-B; 4-E; 5-A; 6-D; 7-E; 8-C; 9-A; 10-D; 11-E; 12-A; 13-C; 14-(16); 15- (01)e (64)

xDrih disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
xDrih disse...

'Morte e Vida Severina" mostra o percurso do retirante e sua desilusão com a sua suposta vida que é mais cheia de morte (morte de sede, de fome, de oportunidade) até o encontro com a vida, com a esperança divina que o nascimento representa, de uma vida melhor.
Respostas:
1-a
2-e
3-a
4-e
5-b
6-d
7-c
8-e
9-e
10-a
11-e
12-e
13-e
14-b

Drielle Andrade nº4 3ºem b

fazeresedesfazeres disse...

Vidas Secas

1_C, 2_A, 3_B, 4_E, 5_A, 6_E, 7_E, 8_C, 9_A, 10_ D, 11_B, 12_A, 13_B , 14_64, 15_01

Morte e Vida Severina

1_A, 2_E, 3_C, 4_B, 5_A, 6_D, 7_C, 8_B, 9_E, 10_C, 11_A, 12_B, 13_D, 14_B


Jessica Lima nº 17 3º EM PARACELSIUS (A)

Lucas disse...

Bom li e vi todos os videos
e logo apos as entrevistas e achei muito interessante. O livro "Vidas Secas " mostra a mais pura realidade da vida no sertao as dificuldades e os desafios e o poema "Morte e Vida Severina é um poema que retrata a vida seca no sertao

respostas Morte e Vida Severina :

1- A
2- E
3- A
4- C
5- B
6- D
7- C
8- E
9- E
10-C
11- E
12- E
12-A
13-B
14-b


Vidas Secas :
1- c
2- e
3- b
4- a
5- d
6- e
7- d
8- c
9- a
10- a
11- b
12- a
13- e
14 08 + 16 + 32 = 56

15- 01 + 02 + 04 + 08 + 64 = 79



Lucas Aparecido n° 12

Nick disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nick disse...

Vidas Secas

1-C
2-B
3-B
4-E
5-B
6-E
7-E
8-C
9-C
10-D
11-E
12-A
13-C
14-16
15-(1)(8)e(64)

Morte e vida severina

1-A
2-C
3-A
4-E
5-B
6-D
7-C
8-B
9-C
10-A
11-B
12-C
13-B
14-B

Bom professora gostei muito da analise que os videos fazem dos livros e principalmente dos autores.

Nicolas Eduardo n°19 3°EMC

rodolfo disse...

Rodolfo, queria me descupar mas uma vez e prometo que isso não irar se repetir novamente
Morte e Vida Severina

1)A
2)E
3)A
4)D
5)B
6)D
7)E
8)E
9)E
10)E
11)B
12)E
13)A
14)A

αnnα Rαmσs disse...
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αnnα Rαmσs disse...

Professora, peço desculpas pela demora a postar as atividades mas tenho alguns problemas para utilizar a internet.
Pude observar a riqueza que ambos os livros nos proporcionam nos mostrando a esperança e a vida como tal.Estou encaminhando essas atividades pela conta da Ana pelo fato de eu nao possuir mas nenhuma conta google.
Como solicitado encaminho as atividades:

Atividade 1
1-) C
2-) E
3-)B
4-) E
5-)B
6-) D
7-) E
8-) C
9-) C
10-) C
11-) E
12-) B
13-) C
14-) (16)
15-) (1), (8) e (64)
Atividade 2
1- A
2- E
3- D
4- B
5- B
6- D
7- C
8- D
9- E
10-E
11-B
12-A
13-B
14-B

Suelen Cristine nº 24
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