domingo, 16 de agosto de 2009

RECADOS PARA AS 2ºs ANOS 2009




PRIMEIRO RECADO: VISÃO GERAL DO MOVIMENTO LITERÁRIO ROMANTISMO(retomada)

ESTUDE O ASSUNTO EXPOSTA ABAIXO QUE NÃO NENHUMA NOVIDADE PARA VOCÊ. EM SEGUIDA DESENVOLVA AS ATIVIDADES PROPOSTAS QUE DEVERÃO SER ENVIDAS PELO EMAIL piedadeteodoro@hotmail.com o primeiro até dia 24/08/2009, já o segundo, até dia 31/08/2009.

A ABORDAGEM CENTRA-SE NOS SEGUINTES ASPECTOS:

o As três gerações românticas
o Principais características românticas
o Um estudo a partir de um texto descritivo
o Exemplificação de algumas características aplicadas ao texto
o Análise de alguns excertos do livro Senhora, de José de Alencar
o Compreensão de Texto: Canção do Exílio

As três gerações românticas (esboço):
1ª Geração: Nacionalista, indianista e religiosa. Nela se destacam os poetas Gonçalves Dias e Gonçalves de Magalhães.
2ª Geração: Marcada pelo "maç do século", apresenta egocentrismo exacerbado, pessimismo e atração pela morte. Seus principais representantes são: Álvares de Azevedo, Casimiro de abreu Fagundes Varela e Junqueira Freire.
3ª Geração; Formada pelo grupo condoreiro, desenvolve uma poesia de cunho político e social. A maior expressão desse grupo é Castro Alves.

Características da linguagem romântica

As características mais comuns são:

Subjetivismo: Trata de assuntos de forma pessoal (função expressiva da linguagem)
Idealização: Acentua algumas características, exagerandos-as
Fusão do grotesco e do sublime: o romântico defende a fusão do grotesco (feio) com o sublime (o bonito), contrariamente ao belo, que perdurou por muito tempo na arte, por orientação do modelo clássico greco.
Sentimentalismo: A relação entre o romântico e o mundo sempre ocorre através da emoção. Assim estarão presentes a saudade, a tristeza, a desilusão.
Egocentrismo: A volta para o eu, postura narcisista (de Narciso, o personagem da mitologia grega que contemplou a si próprio, nas águas de um rio).
Medievalismo: Os românticos voltaram-se para as origens de seu próprio país e de seu povo. No Brasil, o índio representa o nosso passado medieval.
Indianismo: O interesse pelo índio e sua idealização estão presentes no projeto nacionalista do Romantismo Brasileiro.
Religiosidade: A tendência religiosa, voltada para o cristianismo, representa um evidente reação ao racionalismo e ao materialismo do século anterior.
Byronismo: Relativa ao poeta inglês Lord Byron, foi uma atitude amplamente praticada pelos românticos brasileiros da segunda geração (entre os anos 50 e 60 do século passado). Foi um estilo de vida boêmia, voltada para o vício, para os prazeres da bebida, do fumo e do sexo, caracterizadapelo egocentrismo, narcisismo pessimismo, angústia,
Condoreirismo: É a poesia político-social do Romantismo, cultivada pelos poetas da terceira e última geração romântica no Brasil (anos 70 do século XIX). Influenciados pelo escritor francês Victor Hugo, os condoreiros defendiam a justiçã social e a liberdade. No Brasil o maior representante foi Castro Alves, que escreveu entre outros, o poema Navio negreiro. O termo condoreirismo vem de condor - significando assim, algo que alça altos vôos, à semelhança desse grande pássaro.

Um estudo a partir de texto descritivo:

Há diferença entre os termos Romantismo e romantismo – com a inicial maiúscula e minúsculas. Observe o texto abaixo. ele trata das origens do romance e da permanência do romantismo.

“A fotonovela e a novela de televisão desempenham, no século XX, papel semelhante àquele do romance do século XIX.
O romance, tal como o conhecemos hoje, surgiu no final do século XVIII. De início, era ainda considerado um tipo “inferior” de literatura, consumido por um público menos intelectualizado, menos exigente que a aristocracia. Esse público era a burguesia, que se consolidou com a Revolução Francesa. Sem preparo intelectual, o burguês não conhecia as convenções da literatura clássica – como a mitologia, a Antigüidade histórica , as regras dos gêneros literários. Eram leitores que apreciavam sobretudo obras que despertavam a emoção, em detrimento daquelas que estimulavam a razão. Além disso, preferiam ver nas obras literárias, tanto em prosa quanto em verso, referências às coisas locais e regionais, em vez de referências a fatos ou idéias universais, como era comum na literatura clássica. Foi para atender à expectativa desse público que surgiu o romance.
O romance é, portanto, uma espécie do gênero narrativo cuja forma e intenção têm raízes burguesas. Não apresenta antepassados na literatura greco–latina”.


Análise do texto:


1.Em relação à literatura no século XIX, pode-se afirmar:
§ A Literatura era objeto de consumo de ” um público menos intelectual ”.
§ O romance tinha a função de entretenimento, que foi substituída,hoje, pelas telenovelas.
2. Em relação às origens do Romantismo, conforme o texto acima ainda pode-se afirmar:
§ A aristocracia consumia uma forma de literatura , cuja compreensão exigia maior conhecimento da antigüidade clássica.
§ A burguesia era uma classe de pessoas que não mostrava interesse por temas clássicos.
§ A realidade vivencial e aspectos regionais eram temas preferidos pelos românticos.
§ Fatos ou idéias universais não estavam sempre presentes nos romances românticos, pois, conquanto fosse um tema clássico, esta distante da realidade palpável do romântico.
§ O romance surgiu para veicular ideais da literatura romântica.
3. Aspectos filosóficos:
3.1. Foi um ideal de liberdade, que professava através de sua ideologia, a necessidade de o País se auto-afirmar como nação, expressando esses ideais nacionalistas através da arte.
3.2. O romântico expressava, com freqüência, evasão e devaneio na busca de seus ideais.
3.3. O indianismo é uma das formas mais representativas do nosso nacionalismo literário no Romantismo.
3.4. O índio é o nosso “herói grandioso” da idade média, equiparando-se com os heróis evocados no romantismo europeu.
3.5. Valorização da natureza como refúgio seguro e aceitação do mistério, também são dois importantes temas românticos.

Exemplificação de algumas características aplicadas ao texto:

4. Leia o texto de Gonçalves Dias, a seguir, e reflita sobre os aspectos abaixo:

“Mas eu, que vago solto, como a folha,
Como o fumo sutil; que não limito
Nos términos da terra os meus desejos,
Folgo de ver os renques do sepulcro
No chão da morte largamente esparso!

4.1. O texto expressa grande solidão do eu-poético diante de temas da vida.
4.2. O mal-do-século, ou pessimismo, (característica da 2ª geração romântica), também se faz notar neste texto.
4.3. O texto acima expressa subjetividade (impressões do eu-lírico).
4.4. O autor revela um certo prazer em sentir-se melancólico.


Análise de alguns excertos do livro Senhora, de José de Alencar
Os fragmentos das questões de I a III são parte do romance “Senhora” , de José de Alencar. O Tema básico do livro é o casamento por interesse e a discutível moral burguesa, que o apóia e incentiva. Com vista à análise literária desse romance feita em aula, julgue os itens que se seguem.

( I ) Senhora

“Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela.
Desde o momento de sua ascensão ninguém lhe disputou o cetro; foi proclamada a rainha dos salões.
Tornou-se a deusa dos bailes; a musa dos poetas e o ídolo dos noivos em disponibilidade.
Era rica e formosa.
Duas opulências, que se realçam como a flor em vaso de alabastro; dois esplendores que se refletem, como o raio de sol no prisma do diamante.
(...)
Aurélia era órfã; tinha em sua companhia uma velha parenta, viúva, D.Firmina Mascarenhas, que sempre a acompanhava na sociedade.
Mas essa parenta não passava de mãe de encomenda, para condescender com os escrúpulos sociedade brasileira, que naquele tempo não tinha admitido ainda certa emancipação feminina.
Guardando com a viúva as deferências devidas à idade, a moça não declinava um instante do firme propósito de governar sua casa e dirigir suas ações como entendesse.
Constava também que Aurélia tinha um tutor; mas essa entidade desconhecida, a julgar pelo caráter da pupila, não devia exercer maior influência em sua vontade do que a velha parenta.
A convicção geral era que o futuro da moça dependia exclusivamente de suas inclinações ou de seu capricho; e por isso todas as adorações se iam prostrar aos próprios pés do ídolo”.

1. No fragmento anterior, a personagem é descrita, inicialmente, como inatingível, (“Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela”), distante da realidade, após a sua nomeação, é que ela ganha um aspecto mais real, concreto.
2. Lemos, o tutor e tio de Aurélia, tem com ela uma relação marcada pela estima de parentesco.
3. No trecho apresentado, nota-se a crítica de Alencar à sociedade daquela época, que não admitia a emancipação e as moças se faziam acompanhar pelos pais ou parentes.


(II) – Senhora.

Leia o diálogo a seguir.

“- Representamos uma comédia, na qual ambos desempenhamos o nosso papel com perícia consumada. Podemos ter este orgulho, que os melhores atores não nos excederiam. Mas é tempo de pôr termo a esta cruel mistificação, com que nos estamos escarnecendo mutuamente, senhor. Entremos na realidade por mais triste que ela seja; e resigne-se cada um ao que é, eu, uma mulher traída: o senhor, um homem vendido.
- Vendido! Exclamou Seixas ferido dentro d’alma.
- Vendido, sim: não tem outro nome. Sou rica, muito rica, sou milionária; precisava de um marido, traste indispensável ás mulheres honestas. O senhor estava no mercado; comprei. Custou-me cem contos de réis, foi barato; não se fez valer”.

1. A primeira fala de Aurélia faz menção ao papel teatral que ela e o marido desempenham. Em presença de outros fingem um casamento amoroso. Na intimidade, se digladiam com diálogos ferinos.
2. Nesse trecho, vemos que Seixas reúne as condições morais de um herói tipicamente romântico: deixa-se comprar; encara o casamento como meio de ascensão social.
3. Inicialmente, o marido se mostra vulnerável; com o passar do tempo, o desprezo de Aurélia torna Seixas forte a ponto de enfrentar a esposa.
4. Em sua Segunda fala, Aurélia expressa um dos valores da família burguesa do século XIX: o casamento é a realização maior da mulher.
5. O narrador não é, necessariamente, um mero observador externo, sem acesso ao que se passa no íntimo dos personagens – Compare com o segundo parágrafo do texto seguinte.

(III) – Senhora.

“-Oh! Ninguém o sabe melhor do que eu, que espécie de amor é esse, que se usa na sociedade e que se compra e vende por uma transação mercantil, chamada casamento!... O outro, aquele que eu sonhei outrora, esse bem sei que não o dá todo o ouro do mundo! Por ele, por um dia, por uma hora dessa bem-aventurança, sacrificaria não só a riqueza, que nada vale, porém minha vida, e creio que minha alma!
Aurélia, no afogo destas palavras que lhe brotavam do seio agitado, retirara a mão do braço de Seixas; ao terminar voltara-se rapidamente para esconder a veemência do afeto que lhe incendiara o olhar e as faces.

Veja a análise deste último texto, relacionada com todo o romance de Senhora:

1. A fala de Aurélia revela a supervalorização do amor, sentimento que lhe parece mais importante que a própria vida.
2. A titulagem das partes de Senhora – verifique no seu próprio livro - expressa o caráter de transação comercial que o casamento adquire na sociedade da época.
3. No desfecho do romance, Aurélia dá prova de que sacrificou toda a sua riqueza em troca do amor verdadeiro.

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“Muita gente Não teria amado se não tivesse lido livros de amor...”


Compreensão: Canção do exílio
Gonçalves Dias

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso Céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida;
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.



Atividades

1. Durante a era Clássica, as composições de forma fixa, como o soneto e o decassílabo, forma bastante utilizadas. No Barroco e no Arcadismo brasileiros, predominou uma língua fortemente marcada pela influência lusitana.
Observe a linguagem e a estrutura formal do poema de Gonçalves Dias.
a. Como se caracterizam o vocabulário e as construções frasais do poema?
b. Identifique no poema uma palavra de origem tupi. Se necessário, consulte o dicionário.
c. Faça a escansão de alguns versos do poema. Que tipo de verso foi empregado?
d. Observe a métrica destes versos populares, de autoria desconhecida:

a) Teresinha de Jesus
De uma queda foi ao chão.

b) Batatinha quando nasce
Esparrama pelo chão

Note que é a mesma métrica empregada por Gonçalves Dias. Qual deve ter sido a intenção do autor ao fazer seu poema com esse tipo de verso?
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2. O poema apresenta uma forte musicalidade. Manuel Bandeira, poeta modernista do século XX, chegou a afirmar sobre ele: “É uma poesia cujo encanto verbal desaparece quando traduzida para outra língua. Desaparece mesmo quando dita com a pronúncia portuguesa”. Essa musicalidade, portanto, tem a ver com o jeito de falar brasileiro e também com certos recursos, como as rimas e o ritmo.
a. Que palavras rimam entre si?
b. Observe o ritmo do 1º verso da 1ª estrofe:

Note que, nesse verso, as sílabas acentuadas (fortes) são a 3ª e a 7ª. Como se dá o ritmo nos demais versos da mesma estrofe ..........................................................................................
..........................................................................................
.
c. Os movimentos literários de orientação clássica sempre se prenderam aos modelos greco-latinos. Levando em conta os aspectos formais observados na “Canção do exílio” – musicalidade, busca de métricas populares, emprego de palavra indígena -, qual das seguintes afirmações pode ser feita a propósito do Romantismo?
§ Apresenta maior liberdade de expressão.
§ Ainda se prende aos modelos clássicos.
§ Desliga-se parcialmente dos modelos clássicos.

3. Todo o poema se articula em torno da oposição entre dois espaços: a pátria ( o Brasil) e o exílio (Portugal).
e. Que palavras do texto evidenciam essa antítese?
f. O eu lírico retrata esses espaços de forma objetiva e impessoal, isto é, como eles realmente são, ou de forma subjetiva e pessoal, isto é, da forma como pensa e sente que eles são?
g. Que sentimento o eu lírico manifesta ter em relação à pátria?

(PROPOSTA: http://prof.saulo.vilabol.uol.com.br/Romantismo.html#As três gerações românticas)



SEGUNDA TAREFA:
TENHO CERTEZA QUE VOCÊ JÁ LEU OS LIVROS SENHORA E IRACEMA, AMBOS DE JOSÉ DE ALENCAR.

AGORA DESENVOLVA AS QUESTÕES SUGERIDAS POR VÁRIAS INSTITUIÇÕES EDUCACACIONAIS BRASILEIRAS.

1. (PUC-SP) A questão central, proposta no romance Senhora, de José de Alencar, é a do casamento. Considerando a obra como um todo, indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance:

a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e, por isso, o romance estrutura-se em quatro partes: preço, quitação, posse, resgate.
b) Aurélia Camargo, preferida por Fernando Seixas, compra-o e ele, contumaz caça-dote, sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse.
c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma, visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas.
d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro.
e) O romance gira em torno de intrigas amorosas, de desigualdade econômica, mas, com final feliz, porque, nele, o amor tudo vence.


2. (FATEC) “Seixas aproximou-se do toucador, levado por indefinível impulso; e entrou a contemplar minuciosamente os objetos colocados em cima da mesa de mármore; lavores de marfim, vasos e grupos de porcelana fosca, taças de cristal lapidado, jóias do mais apurado gosto.
À proporção que se absorvia nesse exame, ia como ressurgindo à sua existência anterior, a que vivera até o momento do cataclismo que o submergira. Sentia-se renascer para esse fino e delicado materialismo, que tinha para seu espírito aristocrático tão poderosa sedução e tão meiga voluptuosidade.
Todos esses mimos da arte pareciam-lhe estranhos e despertavam nele ignotas emoções; tal era o abismo que o separava do recente passado. Era com uma sofreguidão pueril que os examinava um por um, não sabendo em qual se fixar. Fazia cintilar os brilhantes aos raios de luz; e aspirava a fragrância que se exalava dos frascos de perfume com um inefável prazer.
Nessa fútil ocupação demorou-se tempo esquecido. Porventura sua memória atraída pelas reminiscências que suscitavam objetos idênticos a esses, remontava o curso de sua existência, e descendo-o, depois o trazia àquela noite fatal em que se achava e à pungente realidade desse momento.
Recuou com um gesto de repulsão.” (José de Alencar, Senhora)

Considerando este trecho no contexto da obra a que pertence, é correto afirmar que, nele, a personagem Fernando Seixas:

a) rejeita os objetos que o cercam, porque deseja conquistar posição elevada em ambientes
b) dá-se conta de que aqueles objetos, que tanto valorizara, nesse momento eram a comprovação dos erros que praticara.
c) experimenta o fascínio por objetos luxuosos que não são seus e decide lutar para conseguir possuí-los.
d) sente renascer nele a revolta por não dispor de meios econômicos para possuir objetos
luxuosos.
e) relembra infantilmente sua existência anterior, quando podia usufruir do luxo que agora perdia, e lamenta sua situação atual.


3. (ITA) O romance Senhora (1875) é uma das obras mais representativas da ficção de José de Alencar. Nesse livro, encontramos a formulação do ideal do amor romântico: o amor verdadeiro e absoluto, quando pode se realizar, leva ao casamento feliz e indissolúvel. Isso se confirma, nessa obra, pelo fato de:

a) o par romântico central — Aurélia e Seixas — se casar no início do romance, pois se apaixonam assim que se conhecem.
b) o amor de Aurélia e Seixas surgir imediatamente no primeiro encontro e permanecer intenso até o fim do livro, quando o casal se une efetivamente.
c) o casal Aurélia e Seixas precisar vencer os preconceitos sócio-econômicos para se casar, pois ela é pobre e ele é rico.
d) a união efetiva só se realizar no final da obra, após a recuperação moral de Seixas, que o torna digno do amor de Aurélia.
e) o enriquecimento repentino de Aurélia possibilitar que ela se case com Seixas, fatos que são expostos logo no início do livro.


4. (UNIFESP) Leia o trecho a seguir, de José de Alencar.

Convencida de que todos os seus inúmeros apaixonados, sem exceção de um, a pretendiam unicamente pela riqueza, Aurélia reagia contra essa afronta, aplicando a esses indivíduos o mesmo estalão.
Assim costumava ela indicar o merecimento relativo de cada um dos pretendentes, dando-lhes certo valor monetário. Em linguagem financeira, Aurélia contava os seus adoradores pelo preço que razoavelmente poderiam obter no mercado matrimonial.

O romance Senhora, ilustrado pelo trecho:

a) representa o romance urbano de Alencar. A reação de ironia e desprezo com que Aurélia trata seus pretendentes, vistos sob a ótica do mercado matrimonial, tematiza o casamento como forma de ascensão social.
b) mescla o regionalismo e o indianismo, temas recorrentes na obra de Alencar. Nele, o escritor tematiza, com escárnio, as relações sentimentais entre pessoas de classes sociais distintas, em que o pretendente é considerado pelo seu valor monetário.
c) é obra ilustrativa do regionalismo romântico brasileiro. A história de Aurélia e de seus pretendentes mostra a concepção do amor, em linguagem financeira, como forma de privilégio monetário, além de explorar as relações extraconjugais.
d) denuncia as relações humanas, em especial as conjugais, como responsáveis por levar as pessoas à tristeza e à solidão dada a superficialidade e ao interesse com que elas se estabelecem. Trata-se de um romance urbano de Alencar.
e) tematiza o adultério e a prostituição feminina, representados pelo interesse financeiro como forma de se ascender socialmente. Essa obra explora tanto aspectos do regionalismo nacional como os valores da vida urbana.


5. (PUC-SP) A questão central, proposta no romance Senhora, de José de Alencar, é a do casamento. Considerando a obra como um todo, indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance:

a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e, por isso, o romance estrutura-se em quatro partes: preço, quitação, posse, resgate.
b) Aurélia Camargo, preterida por Fernando Seixas, compra-o e ele, contumaz caça-dote, sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse.
c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma, visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas.
d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro.
e) O romance gira em torno de intrigas amorosas, de desigualdade econômica, mas, com final feliz, porque, nele, o amor tudo vence.

6. (UEL) Sobre o romance Senhora, de José de Alencar, é correto afirmar:

a) Representando a chamada primeira geração romântica indianista, a obra tem como características mais relevantes a volta ao passado histórico, o medievalismo, a criação do herói nacional e a religiosidade.
b) Alguns ingredientes do Romantismo que podem ser apontados no romance Senhora são: personagens dominadas por instintos, preocupação com classes sociais marginalizadas e apresentação de uma condição biológica do mundo.
c) É evidente o paralelo temático entre Senhora e Inocência, romances de José de Alencar e Visconde de Taunay, respectivamente. Em ambos, o recurso à paisagem, à fauna e à flora destina-se a compor as personagens e serve para circunscrever a essência da prosa realista brasileira.
d) O livro Senhora origina-se das propostas nacionalistas do movimento romântico porque apresenta uma tendência à representação da cultura popular e propõe a volta às origens da nação brasileira.
e) Nesse romance os protagonistas mantêm um conflito ao longo da narrativa, revelando uma oposição entre o mundo do amor e o do dinheiro. Com isso, a obra traz marcas da sociedade burguesa brasileira em formação.


7. (UNEAL 2007) A voz da moça tomara o timbre cristalino, eco da rispidez e aspereza do sentimento que lhe sublevava o seio, e que parecia ringir-lhe nos lábios c omo aço.
— Aurélia! Que significa isto?
— Representamos uma comédia, na qual ambos desempenhamos o nosso papel com perícia consumada.
Podemos ter esse orgulho, que os melhores atores não nos excederiam. Mas é tempo de pôr termo a esta cruel mistificação, com que nos estamos escarnecendo mutuamente, senhor. Entretemos na realidade por mais triste que ela seja; e resigne-se cada um ao que é, eu, uma mulher traída; o senhor, um homem vendido.
— Vendido! Exclamou Seixas ferido dentro d'alma.
— Vendido sim; não tem outro nome. Sou rica, muito rica, sou milionária; precisava de um marido, traste indispensável às mulheres honestas. O senhor estava no mercado; comprei-o. Custou-me cem mil cruzeiros, foi barato; não se fez valer. Eu daria o dobro, o triplo, toda a minha riqueza por este momento.
Aurélia proferiu estas palavras desdobrando um papel no qual Seixas reconheceu a obrigação por ele passada ao Lemos. José de Alencar, Senhora

O texto acima está contido na primeira parte do romance Senhora, de José de Alencar. Sobre o trecho e sobre esse romance, analise os enunciados abaixo.

1) O livro se divide em quatro partes, sendo a primeira delas intitulada "O Preço", de onde foi retirado o texto; nela, Aurélia revela a Fernando Seixas que o comprara pelo valor de um dote.

2) As partes intituladas "O Preço", "Quitação", "Posse' e ""Resgate" remetem o leitor ao universo capitalista de mercado e compreendem, ao mesmo tempo, a história do romance, ao sugerir que as relações sociais são mediadas pelo valor de troca.

3) No texto, ao dizer a Seixas que os dois estão representando uma comédia, Aurélia demonstra sua lucidez por meio do sarcasmo: como todos no meio social, ela e o esposo representarão felicidade para os demais, apesar de não se sentirem felizes.

4) Embora analise as relações sociais sob uma perspectiva mais realista, o romance Senhora trai sua condição romântica, na medida em que, no desfecho, a protagonista esquece o passado em nome do verdadeiro amor.

Estão corretas:

a) 1 e 3 apenas
b) 2, 3 e 4 apenas
c) 3 e 4 apenas
d) 1, 2, 3 e 4
e) 1, 2 e 4 apenas


8. (UFMG) "O vestido de Aurélia encheu a carruagem e submergiu o marido; o que lhe aparecia do semblante e do busto ficava inteiramente ofuscado [...]. Ninguém o via..." ALENCAR, José de. Senhora. São Paulo: DCL, 2005. p. 96. (Grandes Nomes da Literatura)

Considerando-se o personagem referido – Fernando, o marido de Aurélia –, é CORRETO afirmar que a passagem transcrita contém a imagem

a) da anulação de sua individualidade, transformado que fora, como marido, em objeto ou mercadoria.
b) da sua tomada de consciência da futilidade da sociedade, que preza sobretudo a beleza física e a riqueza.
c) do ciúme exacerbado, ainda que secreto, que sente da esposa, por duvidar de que ela realmente o ame.
d) do orgulho que sente da beleza deslumbrante da esposa, ressaltada nessa ocasião por seus trajes luxuosos.


9. (UFMG) No romance Senhora, ocorrem choques entre "duas almas, que uma fatalidade prendera, para arrojá-las uma contra outra..." (ALENCAR, Senhora, p.131.)

Assinale a alternativa em que o par de idéias conflitantes NÃO se entrelaça, na narrativa, aos choques entre Aurélia e Seixas.
a) Amor idealizado X casamento por interesse
b) Condição modesta de vida X ostentação de riqueza
c) Contemplação religiosa X divertimento mundano
d) Qualidades morais elevadas X comportamentos aviltantes


10. (UFBA) Daí o terror que sentia ao ver-se próxima desse abismo de abjeções, e o afastamento a que se desejava condenar. Bem vezes revoltavam-lhe a alma as indignidades de que era vítima, e até mesmo as vilanias cujo eco chegava a seu obscuro retiro. Mas que podia ela, frágil menina, em véspera de orfandade e abandono, contra a formidável besta de mil cabeças?
Quando a riqueza veio surpreendê-la, a ela que não tinha mais com quem a partilhar, seu primeiro pensamento foi que era uma arma. Deus lha enviava para dar combate a essa sociedade corrompida, e vingar os sentimentos nobres escarnecidos pela turba dos agiotas.
Preparou-se pois para a luta, à qual talvez a impelisse principalmente a idéia do casamento que veio a realizar mais tarde. Quem sabe, se não era o aviltamento de Fernando Seixas que ela punia com o escárnio e a humilhação de todos os seus adoradores?

ALENCAR, José de. Senhora. In: COUTINHO, Afrânio et al. (Org.). José de Alencar: ficção completa e outros escritos. 3. ed. Rio de Janeiro: Aguilar, 1965. v. I, p. 742. (Biblioteca Luso-Brasileira. Série Brasileira).

A partir da leitura do romance e de acordo com o fragmento transcrito, pode-se concluir:

(01) Aurélia se sente aterrorizada diante da possibilidade de viver na miséria.
(02) O dinheiro, para Aurélia, funciona como instrumento de combate à torpeza de um meio social sem valores éticos.
(04) O texto prenuncia a mudança de atitude da personagem, que se submete ao poder da fortuna.
(08) Aurélia, ao rejeitar o assédio de seus pretendentes, está desdenhando o homem a quem ama.
(16) Existe um contraste entre a visão que Aurélia tem da sociedade carioca e os princípios morais que ela defende.
(32) O narrador, falando de Aurélia, antecipa fatos que se concretizarão no futuro.
(64) Aurélia, desiludida com a crueldade do mundo, decide afastar-se do convívio social.

11. (UFBA) No geral conceito, esse único filho varão devia ser o amparo da família, órfã de seu chefe natural. Não o entendiam assim aquelas três criaturas, que se desviviam pelo ente querido. Seu destino resumia-se em fazê-lo feliz; não que elas pensassem isto, e fossem capazes de o exprimir; mas faziam-no.
Que um moço tão bonito e prendado como o seu Fernandinho se vestisse no rigor da moda e com a maior elegância; que em vez de ficar em casa aborrecido, procurasse os divertimentos e a convivência dos camaradas; que em suma fizesse sempre na sociedade a melhor figura, era para aquelas senhoras não somente justo e natural, mas indispensável.
[...]
Dessa vida faustosa, que ostentava na sociedade, trazia Seixas para a intimidade da família não só as provas materiais, mas as confidências e seduções. Era então muito moço; e não pensou no perigo que havia, de acordar no coração virgem das irmãs desejos que podiam supliciá-las. Quando mais tarde a razão devia adverti-lo, já o doce hábito das confidências a havia adormecido.
Felizmente D. Camila tinha dado a suas filhas a mesma vigorosa educação que recebera; a antiga educação brasileira, já bem rara em nossos dias, que, se não fazia donzelas românticas, preparava a mulher para as sublimes abnegações que protegem a família, e fazem da humilde casa um santuário.
Mariquinhas, mais velha que Fernando, vira escoarem-se os anos da mocidade, com serena resignação. Se alguém se lembrava de que o outono, que é a estação nupcial, ia passando sem esperança de casamento, não era ela, mas a mãe, D. Camila, que sentia apertar-se-lhe o coração, quando lhe notava o desdobre da mocidade.
Também Fernando algumas vezes a acompanhava nessa mágoa; mas nele breve a apagava o bulício do mundo.
Nicota, mais moça e também mais linda, ainda estava na flor da idade; mas já tocava aos vinte anos, e com a vida concentrada que tinha a família, não era fácil que aparecessem pretendentes à mão de uma menina pobre e sem proteções. Por isso cresciam as inquietações e tristezas da boa mãe, ao pensar que também esta filha estaria condenada à mesquinha sorte do aleijão social, que se chama celibato.
ALENCAR, José de. Senhora. In: José de Alencar: ficção completa e outros escritos. 3. ed. Rio de Janeiro: Aguilar, 1965. v. I, p. 684-685. (Biblioteca Luso-Brasileira. Série Brasileira).

Dentre as idéias focalizadas na obra, têm comprovação no texto as proposições

(01) A narrativa apresenta censura à sociedade da época por não preparar devidamente a mulher para exercer o papel que lhe é reservado.
(02) O narrador põe a nu uma visão de mundo patriarcalista, no que tange aos papéis sociais atribuídos ao homem e à mulher.
(04) A vida que Seixas e sua família levavam obedecia às regras sociais que vigoravam na época.
(08) A existência de uma oposição entre a vida do lar e a realidade mundana está evidenciada no fragmento.
(16) Fernando Seixas é caracterizado como um ser humano de caráter e de sentimentos nobres, além de generoso com sua família.
(32) O casamento aparece como um contrato em que o dote da mulher e o prestígio social de sua família são pré-requisitos essenciais.
(64) O narrador mantém-se impessoal, seguindo os padrões narrativos então vigentes.



IRACEMA DE JOSÉ DE ALENCAR O enredo de Iracema relata alegoricamente a formação do povo brasileiro. Iracema, a índia, apaixona-se por Martim, o colonizador português; e desse amor nasce Moacir, o primeiro cearense e, simbolicamente, nosso povo.



1. (UEL) Examine as proposições a seguir e assinale a alternativa INCORRETA.

(A) A relevância da obra de José de Alencar no contexto romântico decorre, em grande parte, da idealização dos elementos considerados como genuinamente brasileiros, notadamente a natureza e o índio. Essa atitude impulsionou o nacionalismo nascente, por ser uma forma de reação política, social e literária contra Portugal.
(B) Ao lado de O guarani e Ubirajara, Iracema representa um mito de fundação do Brasil. Nessas obras, a descrição da natureza brasileira possui inúmeras funções, com destaque para a "cor local", isto é, o elemento particular que o escritor imprimia à literatura, acreditando contribuir para a sua nacionalização.
(C) Embora tendo sido escrito no período romântico, Iracema apresenta traços da ficção naturalista tanto na criação das personagens quanto na tematização dos problemas do país.
(D) A leitura de Iracema revela a importância do índio na literatura romântica. Entretanto, sabe-se que a presença do índio não se restringiu a esse contexto literário, tendo desembocado inclusive no Modernismo, por intermédio de escritores como Mário de Andrade e Oswald de Andrade.
(E) O contraponto poético da prosa indianista de Alencar é constituído pela lírica de Gonçalves Dias. Indiscutivelmente, em "O canto do guerreiro" e em "O canto do piaga", dentre outros poemas, o índio é apresentado de maneira idealizada, numa perpetuação da imagem heróica e sublime adequada aos ideais românticos.


2. (UFU-MG) Sobre Iracema, de José de Alencar, podemos dizer que:

1) as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade, porque tudo é narrado de forma explícita.
2) em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará, a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara.
3) Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro, fruto do índio e do branco.
4) a linguagem do romance Iracema é altamente poética, embora o texto esteja em prosa. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens, comparações sobre comparações.

Assinale:

(A) se apenas 2 e 4 estiverem corretas.
(B) se apenas 2 e 3 estiverem corretas.
(C) se 2, 3 e 4 estiverem corretas.
(D) se 1, 3 e 4 estiverem corretas.


3. (PUC-SP) A próxima questão refere-se ao texto abaixo.

Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba;
Verdes mares que brilhais como líquida esmeralda aos raios do sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros;
Serenai, verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa para que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas.

Esse trecho é o início do romance Iracema, de José de Alencar. Dele, como um todo, é possível afirmar que:

(A) Iracema é uma lenda criada por Alencar para explicar poeticamente as origens das raças indígenas da América.
(B) as personagens Iracema, Martim e Moacir participam da luta fratricida entre os Tabajaras e os Pitiguaras.
(C) o romance, elaborado com recursos de linguagem figurada, é considerado o exemplar mais perfeito da prosa poética na ficção romântica brasileira.
(D) o nome da personagem-título é anagrama de América e essa relação caracteriza a obra como um romance histórico.
(E) a palavra Iracema é o resultado da aglutinação de duas outras da língua guarani e significa “lábios de fel”.

4. (UNICAMP) O trecho abaixo foi extraído de Iracema. Ele reproduz a reação e as últimas palavras de Batuiretê antes de morrer:

O velho soabriu as pesadas pálpebras, e passou do neto ao estrangeiro um olhar baço. Depois o peito arquejou e os lábios murmuraram:
– Tupã quis que estes olhos vissem antes de se apagarem, o gavião branco junto da narceja.
O abaeté derrubou a fronte aos peitos, e não falou mais, nem mais se moveu.
(José de Alencar, Iracema: lenda do Ceará. Rio de Janeiro: MEC/INL, 1965, p. 171-172.)

A) Quem é Batuiretê?

B) Identifique os personagens a quem ele se dirige e indique os papéis que desempenham no romance.

C) Explique o sentido da metáfora empregada por Batuiretê em sua fala

5. (PUC) Considere os dois fragmentos extraídos de Iracema, de José de Alencar.

I. Onde vai a afouta jangada, que deixa rápida a costa cearense, aberta ao fresco terral a grande vela? Onde vai como branca alcíone buscando o rochedo pátrio nas solidões do oceano? Três entes respiram sobre o frágil lenho que vai singrando veloce, mar em fora. Um jovem guerreiro cuja tez branca não cora o sangue americano; uma criança e um rafeiro que viram a luz no berço das florestas, e brincam irmãos, filhos ambos da mesma terra selvagem.

II. O cajueiro floresceu quatro vezes depois que Martim partiu das praias do Ceará, levando no frágil barco o filho e o cão fiel. A jandaia não quis deixar a terra onde repousava sua amiga e senhora. O primeiro cearense, ainda no berço, emigrava da terra da pátria. Havia aí a predestinação de uma raça?

Ambos apresentam índices do que poderia ter acontecido no enredo do romance, já que constituem o começo e o fim da narrativa de Alencar. Desse modo, é possível presumir que o enredo apresenta

A) o relacionamento amoroso de Iracema e Martim, a índia e o branco, de cuja união nasceu Moacir, e que alegoriza o processo de conquista e colonização do Brasil.
B) as guerras entre as tribos tabajara e pitiguara pela conquista e preservação do território brasileiro contra o invasor estrangeiro.
C) o rapto de Iracema pelo branco português Martim como forma de enfraquecer os adversários e levar a um pacto entre o branco colonizador e o selvagem dono da terra.
D) a vingança de Martim, desbaratando o povo de Iracema, por ter sido flechado pela índia dos lábios de mel em plena floresta e ter-se tornado prisioneiro de sua tribo.
E) a morte de Iracema, após o nascimento de Moacir, e seu sepultamento junto a uma carnaúba, na fronde da qual canta ainda a jandaia.

Um comentário:

Patty disse...

Gostei Muito da dica !
Foi de Muito Boa Ajuda